Estou aqui na Costa Amalfitana e Zé Neto acabou de fazer exatamente o que qualquer artista inteligente faria numa situação dessas: foi às redes, ficou na linha, não entregou nada do processo e mesmo assim deixou o Brasil inteiro falando. Ele abriu o vídeo com um “tudo bem com vocês?” que parecia casual e terminou com uma bomba no colo da internet.
O que ele disse, sem poder dizer muita coisa: que a música nem tinha sido lançada ainda, que um pedaço vazou e “associaram ela a um assunto”, que quando chegou a intimação ele achou que era brincadeira de 1º de abril, que o processo corre em segredo de justiça então não pode comentar o que foi alegado, e que a música é boa. Encerrou com a pergunta que ficou no ar para o Brasil inteiro responder: “Será que vai acontecer?”
O feed sertanejo colapsou porque “estão querendo nos calar” dito por um dos maiores nomes do segmento, sobre uma música que ninguém ouviu ainda, é a melhor campanha de lançamento que qualquer assessoria de marketing pagaria caro para criar. A curiosidade sobre “Oi, tudo bem?” nunca foi tão alta, e a liminar fez pelo alcance da faixa o que nenhum investimento em mídia conseguiria.
Minha leitura pirua é que Zé Neto calibrou o vídeo com cirúrgica precisão: falou o suficiente para gerar engajamento, não falou nada que comprometa o processo, jogou a frase “estão querendo nos calar” como isca perfeita e saiu de cena. Inocente ou estrategista, o resultado é o mesmo: o Brasil inteiro quer ouvir a música que a Justiça mandou calar.
Aqui da Costa Amalfitana, onde o silêncio às vezes vale mais que qualquer declaração, eu só quero saber uma coisa: dia 9 de abril, lança ou não lança?