Estou em Ibiza, na Cabeleleira, tentando decidir se mantenho o cabelo preso ou se encaro a maresia, quando Wagner Moura resolveu contar uma história de avião que merece atenção. Ele descobriu que estava indicado ao Oscar de Melhor Ator no meio de um voo longo, com boa parte da cabine dormindo.
A indicação veio por O Agente Secreto. Naquele 22 de janeiro, dia em que a Academia anunciou os nomes, Wagner Moura fez o que quase nunca faz no ar: ligou a internet. Bastou entrar no wi-fi para as mensagens começarem a chegar.

O detalhe veio depois, e eu parei até de olhar o espelho. Wagner Moura pediu vinho à aeromoça, quis contar que tinha acabado de ser indicado ao Oscar, mas ficou quieto. Bebeu o vinho em silêncio, ali mesmo, sem transformar a poltrona em coletiva de imprensa.
Pedro Bial perguntou se ele não revelou a novidade nem para quem levou a taça. Nem para ela. O ator guardou a informação enquanto o avião seguia para Los Angeles, numa discrição que não costuma sobreviver nem ao portão de embarque.

Wagner Moura também falou da campanha brasileira pelo filme e do impacto de ver tanta gente mobilizada. O prêmio acabou com Michael B. Jordan, por Pecadores, mas a cena de Wagner brindando sozinho continua com um charme particular. A taça chegou, a notícia chegou, e o passageiro ficou na dele.