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Kátia Flávia
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Vivara lucra R$ 88 mi e já quer conquistar o Panamá

A joalheira mais glamourosa do Brasil fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro crescendo 25% e um apetite de expansão que dá inveja até em fundo de private equity entediado.

Kátia Flávia

08/05/2026 10h45

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Vivara lucra R$ 88 mi e já quer conquistar o Panamá | Divulgação

Estava na academia aqui no Leblon, na fase mais sagrada do treino, aquela em que o fone está no volume máximo e o mundo não existe, quando o celular vibrou com uma ligação me convidando para uma reunião sobre os resultados da Vivara. Parei tudo. Lucro líquido de R$ 88,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, EBITDA de R$ 96,7 milhões e crescimento de 25% no lucro ano contra ano. Larguei o peso no suporte antes de a pessoa terminar de falar.

A margem bruta chegou a 69,8%, dois pontos percentuais acima do mesmo período do ano passado. Para quem não vive de planilha, deixa eu traduzir: a Vivara está operando com uma eficiência que faria qualquer analista do BTG chorar dentro da Bloomberg. O CEO Thiago Borges soltou aquela frase de executivo que entrega resultado e ainda sabe que tem Dia das Mães chegando, falando em “geração de valor de longo prazo” com a convicção de quem olha para o próprio balanço e vê futuro. Estratégico, Thiago. Muito estratégico.

O capítulo que mais me fez erguer a sobrancelha foi o da expansão. A empresa encerrou o trimestre com 503 pontos de venda e abriu uma operação piloto no Panamá, o que na linguagem da Kátia Flávia Business significa: a joalheira favorita das mães brasileiras está experimentando o mercado internacional com a elegância de quem experimenta um vestido novo antes de entrar na festa. O plano para o ano inteiro prevê entre 55 e 65 novas lojas, com foco especial na marca Life. Isso, meu bem, tem nome técnico: apetite corporativo com passaporte carimbado.

O digital, por sua vez, virou o galã desta temporada. O novo aplicativo da Vivara respondeu por 18% das vendas digitais no trimestre, número já respeitável, mas o que me derrubou mesmo foi o crescimento de 122% nas vendas feitas por personal shoppers em relação ao primeiro trimestre de 2025. Cento e vinte e dois por cento. Se existisse um Oscar do Varejo, o personal shopper da Vivara subia ao palco, agradecia ao algoritmo com lágrimas nos olhos e ainda sobraria tempo para o discurso de paz mundial.

Resumo da ópera: a Vivara chegou em 2026 com lucro robusto e passaporte carimbado para a América Central, com uma operação digital que parece ter descoberto o segredo da multiplicação dos peixes, só que com diamantes. O mercado que trata joalherias como setor cíclico e sem graça vai ter que rever esse preconceito, porque com 69,8% de margem bruta e expansão acelerada, a maior rede de joalherias da América Latina não veio para enfeitar vitrine. Veio para dominar.​​​​​​​​​​​​​​​​

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