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Kátia Flávia
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Viúva de Lito Sousa apoia projeto para batizar Aeroporto de Guarulhos com nome do influenciador

Família recebeu “com muito amor” a proposta apresentada na Câmara; especialista em aviação trabalhou no terminal por quase três décadas

Kátia Flávia

05/10/2026 18h30

Mila Seidl, viúva de Lito Sousa, apoiou a homenagem nas redes sociais

Mila Seidl, viúva de Lito Sousa, apoiou a homenagem nas redes sociais

Mila Seidl, viúva de Lito Sousa, declarou apoio à proposta para que o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos passe a levar o nome do influenciador e especialista em aviação, morto aos 59 anos. O Projeto de Lei 5515/2026, apresentado pela deputada Duda Salabert (PSOL-MG), ainda precisa tramitar no Congresso.

Eu fechei o notebook por um minuto e fiquei quieta olhando a luz já mais baixa no quarto. Essa não é uma homenagem tirada do nada, minhas filhas: Guarulhos era parte profunda da vida de Lito, um lugar onde ele trabalhou por quase 30 anos e construiu a trajetória que o transformou numa referência para quem ama aviação.

Mila compartilhou nas redes uma petição criada por admiradores e explicou que ela, o filho do casal e a família receberam a ideia “com muito amor”. “O Aeroporto de Guarulhos tem uma representação na vida dele inexplicável”, afirmou.

Eu encostei o celular sobre a mesa e respirei fundo. Quando a própria família fala com esse carinho, a conversa deixa de ser só sobre uma placa e passa a ser sobre memória. Lito ensinou tanta gente a olhar para os aviões sem medo que faz sentido o nome dele voltar justamente ao lugar onde viveu tantos anos de trabalho.

A empresária contou ainda que as cinzas do marido devem ser espalhadas em Congonhas, onde ele começou sua relação profissional com a aviação, em Guarulhos e em um terceiro lugar a ser escolhido pela família.

Eu levantei para fechar um pouco a janela, porque essa parte aperta o coração. Não é uma despedida qualquer: é uma rota desenhada pela história de um homem que fez da aviação uma linguagem acessível, acolhedora e apaixonada para milhões de pessoas.

Lito ficou conhecido pelo canal Aviões e Músicas, no qual explicava acidentes, procedimentos e curiosidades do setor de forma direta. Ele morreu após enfrentar a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurológica rara e degenerativa diagnosticada pouco antes.

Eu voltei para a cadeira e dei meu veredito sem deboche nenhum: trocar o nome de um aeroporto exige debate, rito e lei, mas a homenagem já nasceu de um afeto muito concreto. Para quem passou quase três décadas em Guarulhos, Lito nunca foi só passageiro daquela história.

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