Eu, estava com o radar ligado e o café frio quando esse assunto apareceu do nada, daquele jeito que a internet adora, transformando conversa em debate nacional. Virginia Fonseca resolveu falar de Luana Piovani e já começou quebrando o clima de treta que o povo ama criar. Ela disse que gosta da Luana. Gosta mesmo. Assiste aos vídeos, ri dos memes, consome o conteúdo como quem rola o feed sem culpa e com prazer.
A fala veio porque Luana comentou, durante uma palestra no Rio de Janeiro, que Virgínia poderia usar o poder que tem na internet para tratar de temas considerados importantes para a sociedade. Virgínia ouviu, refletiu e falou sem atacar. Disse que entende a opinião, que respeita e que acha válido o ponto levantado. Nada de cara feia, nada de resposta atravessada.
A parte sensível apareceu logo depois. Virgínia explicou que evita entrar nesses assuntos de forma direta porque tem medo da reação. Medo real, daquele que todo mundo finge que não tem, mas tem. Falou do receio de virar alvo, de ser carimbada, de ver qualquer fala usada contra ela em recorte maldoso. Internet não perdoa, e ela sabe disso melhor do que muita gente.
Ela também fez questão de dizer que essas causas fazem parte da vida dela. Falou de respeito, de admiração, de exaltar mulheres no limite máximo que consegue. Trouxe a própria relação para a conversa, falou de convivência, de afeto, de prática diária, tudo num tom de quem prefere viver do que discursar.
No meio da fala, soltou uma frase que resume bem o jeito como ela se posiciona. Tudo na vida é questão de prioridade. Ali eu entendi como um aviso claro de que ela escolhe onde pisa, onde fala e onde se expõe, porque sabe que o alcance que levanta também cobra.
Não teve ataque à Luana. Teve carinho declarado, consumo assumido de memes e um limite bem desenhado sobre exposição pública. Virgínia falou como quem gosta da pessoa, mas protege a própria pele. Eu, Kátia Flávia, anotei tudo mentalmente, porque o Brasil adora transformar afeto em briga e nuance em manchete. Aqui, pelo menos dessa vez, teve nuance de verdade