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Kátia Flávia
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Vini Jr. vira alvo de racismo antes do jogo e a Espanha passa vergonha de novo

Antes da bola rolar, o ataque veio da arquibancada. O futebol parou, a indignação explodiu e o mundo assistiu a mais um capítulo feio.

Kátia Flávia

15/01/2026 8h45

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Foto: reprodução/Instagram

Ai, sério, não dá. Acordei com o olho ainda colado de sono e dou de cara com mais um episódio de gente preconceituosa na Europa atacando quem só entra em campo pra trabalhar. Isso não é notícia, é o caos servido no café da manhã. Dá uma raiva que atravessa o travesseiro.

É revoltante ver 2026 bater na porta e ainda ter que lidar com esse tipo de sujeira humana, com gente gritando ódio como se fosse parte do espetáculo. Trash é pouco. Vergonha é pouco. O mundo gira, o futebol evolui, e essa mentalidade podre insiste em ficar.

A cena se repete, muda o estádio, muda o adversário, a violência fica. Vini Jr. foi alvo de ataques racistas minutos antes do jogo do Real Madrid contra o Albacete, pela Copa do Rei. Torcedores do time rival cercaram o entorno do estádio Carlos Belmonte gritando ofensas racistas em coro, sem pudor, sem medo, como se fosse parte do espetáculo.

Vídeos circularam rápido e o nojo também. Dá para ouvir claramente o ataque direcionado ao jogador, repetido em grupo, com a tranquilidade de quem acha que nada acontece depois. A resposta veio de dentro do próprio elenco. Thibaut Courtois repostou as imagens e foi direto, basta de racismo, isso é vergonhoso. Ponto final.

Desde que chegou à Europa, Vini acumula talento em campo e hostilidade fora dele. Já apanhou de torcidas rivais e até de gente que se diz do mesmo lado. O roteiro é conhecido, o silêncio institucional também. Até o momento, o Real Madrid não se pronunciou sobre o episódio, o que só aumenta a pressão pública.

Nas redes, a reação foi imediata. Torcedores, atletas e jornalistas cobraram punição, investigação e atitude. Racismo não é provocação de jogo, é crime. Não cabe normalizar, relativizar ou empurrar para baixo do tapete.

O futebol europeu gosta de vender imagem civilizada, moderna, elegante. Enquanto isso, permite que um dos maiores jogadores do mundo seja atacado antes mesmo do apito inicial. A bola segue rolando, a vergonha também.

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