Manas, eu já estou em modo operação verão total. Já liguei para amigas do SBT, da Band, todo mundo animado, agenda aberta, salto separado e protetor solar na bolsa. A ideia é ir juntas, fazer base em Matinhos e viver isso de perto, porque convenhamos, ver de casa é ótimo, mas estar lá é outra história.
E deixa eu dizer uma coisa. Matinhos é incrível, sim. Charmosa, viva, pé na areia e com aquele clima de cidade que ainda dá vontade de morar. Não estou brincando, já estou até flertando com a ideia de comprar um apartamento por lá. Praia boa faz isso com a gente, dá vontade de fincar bandeira.
Amadas, vamos combinar uma coisa. O que está acontecendo no litoral do Paraná não é só programação de verão. É revanche histórica. É holofote ligado onde antes só passava vento e promessa esquecida.
O Verão Maior Paraná 2026 virou aquele evento que começa você achando simpático e termina dominando o grupo da família, o feed e a conversa do quiosque. Shows gigantes, entrada franca e uma ocupação cultural que faz o litoral respirar como nunca. Tudo isso bancado pelo Governo do Estado, com assinatura política clara e sem medo de aplauso.

Sim, estou falando de Ratinho Junior. Pode anotar. Enquanto muita gente ainda discute se vale a pena investir fora do eixo óbvio, o governador foi lá e colocou dinheiro, estrutura e agenda no litoral mais esquecido do Brasil. Resultado? Palco montado, turismo aquecido e autoestima subindo junto com o som.
Matinhos e Pontal do Paraná viraram endereço fixo de artista grande, daqueles que normalmente só aparecem em festival caro ou camarote fechado. Zé Neto & Cristiano, Belo, Paralamas do Sucesso, Ana Castela, Raça Negra, entre outros nomes que dispensam explicação, estão ali, cantando de frente para o mar, sem bilheteria, sem VIP cercado e sem frescura.
É democrático. É popular. E é estrategicamente inteligente.
A programação se espalha por cinco fins de semana seguidos, sempre com dois palcos oficiais e horários pensados para público real, não só para foto institucional. Tem tarde animada, noite lotada e encerramentos que parecem réveillon fora de época. E quando não é show, é esporte, aula de dança, atividade para criança, surf, vôlei de praia e serviços públicos ocupando o espaço com dignidade.
A transmissão na TV fecha o pacote. O pool de emissoras leva os shows para quem não está no litoral, com flashes, entrevistas e bastidores, transformando o Verão Maior em vitrine nacional. É entretenimento, é turismo e é política pública funcionando, coisa rara o suficiente para a gente notar quando acontece.