Gente, meu telefone não para de tocar. É ligação, é áudio, é mensagem entrando em avalanche. Minha amiga venezuelana Carmen me ligou desesperada, dizendo que a madrugada na Venezuela foi coisa de filme ruim, daqueles que a gente não consegue desligar. Explosões, susto, gente acordando no pulo, ninguém dormiu.
Eu confesso, fiquei assustada. Ainda de cara lavada, liguei a televisão e não se fala de outra coisa. Carmen me disse, com a voz trêmula, que foi uma noite como ela nunca viveu. E quando alguém que está lá usa essa frase, não é drama, é alerta máximo.
Segurem a bolsa porque a madrugada virou filme de ação. Os Estados Unidos lançaram um ataque militar em grande escala contra a Venezuela ,com explosões que sacudiram Caracas e outros estados do país, drones e aviões voando baixo, fumaça nos céus e eletricidade indo e vindo como se fosse enxaqueca coletiva. 
E não é boato de festival. Donald Trump anunciou que a missão foi bem-sucedida e que o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora da Venezuela em uma operação conjunta de forças americanas e polícia dos EUA. 
Os relatos de múltiplas explosões foram confirmados em vários pontos da capital e arredores, com vídeos e testemunhas descrevendo um cenário de pânico nas ruas e aeronaves cortando o céu na madrugada. 
No governo venezuelano a reação foi imediata: denunciaram o ataque como agressão militar grave, decretaram estado de emergência e chamaram a população para resistir. 
O ataque acontece em meio a meses de tensões crescentes entre Washington e Caracas, com acusações de narcotráfico, migração e instabilidade. 
Nesse momento, enquanto você lê isso, a coletiva de Trump está marcada para mais tarde hoje em Mar-a-Lago e o mundo inteiro ainda está tentando entender o impacto dessa virada espetacular.