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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Vanessa Giácomo troca o Brasil por Portugal e rouba a cena como vilã na novela “Vitória” da SIC

De mala e cuia em Lisboa, atriz vira a grande vilã do horário nobre, domina a trama e se consagra como aposta internacional da teledramaturgia portuguesa.

Kátia Flávia

03/01/2026 14h00

De mala e cuia em Lisboa, atriz vira a grande vilã do horário nobre, domina a trama e se consagra como aposta internacional da teledramaturgia portuguesa.

Agora segura essa taça de vinho português porque o babado é fino. Vanessa Giácomo fez o que muita gente sonha e pouca gente banca. Cruzou o Atlântico, mudou a vida inteira e reapareceu no horário nobre de Portugal não como coadjuvante simpática, mas como vilã daquelas que entram mudas e saem comentadas.

Na novela Vitória, da SIC, Vanessa vive Isabel Nobre. Nome de mulher fina, alma de tempestade. Elegante, controladora, emocionalmente desequilibrada e perigosamente sedutora. Aquelas personagens que começam com olhar atravessado e terminam virando o eixo da história. Resultado? Portugal inteiro prestando atenção.

Produzida pela SP Televisão em parceria com o Disney+, “Vitória” não é só mais uma novela. É projeto com ambição internacional. Exibição diária na TV aberta, episódios organizadinhos no streaming e uma estratégia clara de ampliar público. Traduzindo para o português da sala de jantar. A SIC resolveu jogar grande. E colocou uma brasileira no centro do tabuleiro.

Isabel Nobre é o tipo de vilã que não grita à toa. Ela calcula. Ciumenta ao extremo, obsessiva pelo marido e incapaz de lidar com qualquer ameaça ao seu território emocional, a personagem cresce capítulo a capítulo. Começa funcional, passa para desconfiada e chega num ponto em que a frieza vira marca registrada. Vanessa saboreia cada virada com prazer visível. Fragilidade num segundo, veneno no outro. Aula prática de vilania elegante.

A decisão de se mudar para Lisboa não foi impulso, foi escolha estratégica. Vanessa levou a família, encarou uma rotina intensa de gravações e se jogou num mercado diferente, mas exigente. Em entrevistas, ela deixa claro que o desafio foi justamente o que seduziu. Menos zona de conforto, mais risco artístico. O público português entendeu rápido e respondeu do jeito que mais importa. Audiência, comentário e repercussão.

Nos portais locais e nas redes sociais, o consenso é um só. A brasileira virou o grande motor da novela. Isabel Nobre já é tratada como uma das vilãs mais interessantes da dramaturgia recente da SIC. E isso sem nostalgia de Globo, sem carimbo antigo, só talento atual funcionando em outro território.

Enquanto isso, o Brasil observa de longe. A página de “Vitória” até aparece no catálogo do Disney+, mas sem divulgação clara para o público brasileiro. A parceria foi pensada, por ora, para Portugal e Europa. Ironia deliciosa. A vilã que domina Portugal ainda faz charme para o próprio país de origem.

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