Eu, Kátia Flávia, estava vivendo minha vida pacata de fofoca adulta quando a pré-história resolveu bater à porta com força. Sim, meus queridos, a pergunta que ronda o Google feito espírito inquieto finalmente ganhou resposta. A Era do Gelo vai voltar aos cinemas e vem com título novo, data marcada e aquela promessa clássica de confusão generalizada que a gente respeita.
O novo filme se chama Ice Age: Boiling Point e já tem estreia marcada para 5 de fevereiro de 2027. A produção é da 20th Century Studios com a 20th Century Animation, tudo devidamente acomodado sob o guarda chuva da Disney. Ou seja, gelo derreteu, mas a marca segue viva e bem cuidada.
Agora vamos organizar essa bagunça numérica, porque eu sei que o público ama um drama de contagem. Muita gente ainda chama o próximo longa de Era do Gelo 5, mas essa conta não fecha. A franquia já tem cinco filmes de cinema lançados, começando com A Era do Gelo e seguindo até A Era do Gelo: O Big Bang. Portanto, Boiling Point entra oficialmente como o sexto filme principal da saga. Em algumas cronologias de fãs, ele vira o sétimo, porque o spin off do Buck bagunçou o coreto e confundiu geral.

Falando em Buck, a sinopse já divulgada em eventos da Disney indica que a história vai misturar dinossauros, lava e regiões inéditas do tal Mundo Perdido. Manny, Sid, Diego, Ellie, Buck e o resto da família improvisada vão parar em cenários onde o gelo dá lugar ao calor extremo, aquele tipo de situação que transforma qualquer passeio em catástrofe animada.
O elenco clássico de vozes está confirmado, o que agrada quem cresceu ouvindo essas criaturas gritarem na Sessão da Tarde. Ray Romano volta como Manny, John Leguizamo reassume Sid, Denis Leary retorna como Diego, Queen Latifah segue com Ellie e Simon Pegg continua dando caos britânico ao Buck. A ideia é simples e eficaz. Reconectar com quem já ama a franquia e fisgar uma nova geração que conheceu esses personagens via streaming.

Vale lembrar que A Era do Gelo nasceu no Blue Sky Studios, estúdio que foi fechado após a compra da Fox pela Disney. Durante um tempo, os personagens ficaram naquele limbo corporativo que mata franquia sem dó. O filme do Buck saiu direto no Disney+, já sem o Blue Sky, e agora Boiling Point surge como o primeiro grande retorno da marca ao cinema totalmente pensado dentro da nova estrutura.
O título já entrega o espírito da coisa. Boiling Point indica calor, pressão, desastre natural e aquela escalada de confusão que sempre empurrou o grupo de um problema para outro. Lava no lugar do gelo, dinossauros de volta ao jogo e espaço para vilões novos, criaturas estranhas e muito escorregão cinematográfico.
Eu observo tudo com carinho e ironia. A nostalgia anda em alta, o público adulto agora leva criança pela mão e a franquia aposta forte na memória afetiva de quem cresceu vendo Scrat perder a noz pela centésima vez. Em 2027, A Era do Gelo volta como quem diz. Ainda estamos aqui, mais quentes, mais caóticos e com dinossauro no pacote.