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Kátia Flávia
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Tutinha acelera a Jovem Pan com Pelégio e Zagari e chega a 12 praças

Com Fernando Pelégio na área artística e de programação e Zagari no comercial, grupo amplia presença na TV aberta em nove estados e reforça sua estratégia de expansão.

Kátia Flávia

09/10/2026 9h40

Tutinha, Fernando Pelégio e Zagari participam da estratégia de expansão da Jovem Pan na televisão aberta.

Tutinha, Fernando Pelégio e Zagari participam da estratégia de expansão da Jovem Pan na televisão aberta.

Minha Nossa Senhora das retransmissoras! Eu estava em Sintra, felicíssima da vida, porque já consegui duas coisas fundamentais para a sobrevivência de uma brasileira em Portugal: uma manicure e uma cabeleireira. A paz durou pouco. Meu telefone tocou com uma chamada de vídeo vinda da Avenida Paulista, em São Paulo, e lá estava a turma da Jovem Pan trazendo novidades. Tutinha, meu querido Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, está ampliando o alcance da emissora. A conta agora é de 12 praças em nove estados. Larguei tudo. Até a escolha do esmalte ficou para depois.

E prestem atenção nos personagens dessa novela empresarial, porque o elenco tem currículo. Tutinha está à frente do grupo, Fernando Pelégio participa da frente artística e de programação, enquanto Zagari atua na área comercial. Eu conheço bem a importância dessa combinação. De um lado, alguém precisa pensar no que vai ao ar. Do outro, alguém precisa transformar audiência, distribuição e presença regional em oportunidades comerciais. Porque, minhas joias, televisão custa dinheiro até quando a câmera está desligada.

A novidade é que a Jovem Pan acaba de acrescentar quatro cidades ao seu mapa da TV aberta. Goiânia, no canal 11.1, Anápolis, no 26.1, e Uberlândia, no 15.1, estrearam em 30 de setembro. Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, entrou em 2 de outubro, pelo canal 49.1. As novas operações fazem parte da parceria com a TV Goiânia. Segundo os dados divulgados pelo grupo, essas quatro cidades reúnem mais de 2,9 milhões de habitantes. É população suficiente para fazer qualquer departamento comercial abrir uma planilha antes mesmo do primeiro café.

E aqui entra uma questão que eu considero especialmente interessante. Zagari, na frente comercial, passa a trabalhar com uma rede de distribuição geograficamente mais ampla. Isso aumenta as possibilidades de apresentação da emissora a anunciantes e agências interessados em mercados regionais. Mas não confundam cobertura potencial com audiência comprovada. O fato de uma emissora chegar a uma cidade não significa que todos os moradores estejam assistindo. O desafio comercial começa justamente depois que o sinal entra no ar.

Fernando Pelégio, por sua vez, participa de uma área igualmente decisiva. Programação e direção artística precisam dar sentido a essa expansão. A Jovem Pan reúne jornalismo, opinião, esporte e entretenimento, e ampliar a distribuição também aumenta a importância de oferecer uma grade capaz de disputar a atenção de públicos diferentes. Afinal, colocar o sinal na televisão é uma etapa. Fazer o telespectador permanecer é outra história, e essa novela não aceita roteiro preguiçoso.

Eu fui olhar a cronologia dessa movimentação e a Jovem Pan vem trabalhando nisso desde outubro de 2025, quando iniciou sua expansão na TV aberta por Cuiabá. Em janeiro de 2026, chegaram São Paulo, Campinas e Santa Inês, no Maranhão. Março trouxe Presidente Prudente e Recife. Araguaína entrou em julho, Manaus em setembro e, agora, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro completam o novo capítulo. São 12 praças distribuídas por nove estados, com uma operação que combina televisão, rádio, plataformas digitais e streaming.

A minha leitura é que Tutinha está apostando numa vantagem muito concreta da televisão aberta: a distribuição gratuita ao público. Num mercado em que marcas disputam atenção nas redes sociais, no streaming e nos canais tradicionais, ampliar a presença regional pode fortalecer o portfólio comercial da Jovem Pan. Mas a expansão também coloca uma cobrança sobre a mesa. Será preciso transformar disponibilidade de sinal em público, relevância e receita. Sem esses resultados, o mapa fica bonito na apresentação e a planilha continua fazendo cara feia.

Desliguei a chamada da Paulista, olhei pela janela aqui em Sintra e voltei a pensar na minha manicure. Tutinha está colocando a Jovem Pan em mais cidades, Pelégio tem o desafio da programação e Zagari, o da monetização comercial. Eu aprovo a ambição da jogada. Agora quero ver a próxima temporada: audiência, anunciantes e resultado. Porque retransmissora espalhada pelo Brasil é uma beleza, meus amores. Mas o verdadeiro sucesso da expansão aparece quando o público sintoniza e o mercado responde.

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