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Kátia Flávia
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Turista acusada de racismo diz a jornal argentino que discriminação no Brasil é grave e afirma estar com medo

Após vídeo com gestos de macaco e tornozeleira eletrônica, argentina apaga redes sociais e dá entrevista dizendo que sofre ataques de brasileiros.

Kátia Flávia

19/01/2026 11h00

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A advogada argentina teve o passaporte apreendido por ofensas racistas. Foto: reprodução/redes sociais

Menina, a reviravolta veio de fora. Enquanto o caso segue sendo investigado pela polícia no Rio, a turista argentina acusada de racismo resolveu falar com a imprensa do próprio país e escolheu um caminho que deixou muita gente de sobrancelha em pé.

Em entrevista ao jornal Infodel Estero, a advogada e influenciadora Agostina Paz afirmou que está com medo, que apagou todas as redes sociais e que virou alvo de ameaças e insultos feitos por brasileiros após a divulgação do vídeo gravado em um bar de Ipanema.

Até aí, ok. O que fez a internet parar foi a frase seguinte. Segundo Agostina, discriminação e racismo no Brasil são graves. São mesmo. E também são crime, como o processo que ela enfrenta deixa bem claro.

Relembre o caso: a Polícia disse que mulher imitou gestos de macaco e reproduziu sons do animal contra funcionário.

Na entrevista, ela reconhece que não deveria ter agido daquela forma, mas reforça a ideia de que a situação saiu do controle e que está sendo atacada desde que o vídeo viralizou. Disse ainda que já contratou advogado no Brasil e que a defesa pediu acesso às câmeras de segurança do bar.

A fala repercutiu rápido porque muda o foco da narrativa. Sai o pedido de desculpas e entra um discurso de medo, exposição e crítica ao ambiente brasileiro, tudo isso enquanto o passaporte segue apreendido e a tornozeleira continua no tornozelo.

O vídeo que originou o caso continua circulando, sem edição e sem interpretação criativa. A polícia segue apurando e o debate agora ganhou um novo capítulo, com versões, entrevistas internacionais e uma tentativa clara de reposicionar a história fora do país.

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