Estava aqui na Itália , olhando o canal de trás do meu quarto e pensando em como a água parada também precisa de movimento, quando a Fernandinha me ligou em pânico elegante: “Kátia, preciso de uma imersão, uma coisa que reorganize minha cabeça de verdade.” Perguntei se ela tinha dinheiro, tempo e disposição para ficar três dias sem Instagram em Ibiúna. Ela pausou. Eu entendi.
O psiquiatra e neurocientista Dr. Diogo Lara, PhD pela UFRGS e autor de mais de 160 artigos em neurociências do comportamento, confirma novas edições do Insidelic Experience para 2026 na Fazenda Morros Verdes Ecolodge, no interior de São Paulo. A próxima acontece de 30 de abril a 3 de maio, com grupos de até 22 participantes. A proposta combina sessões sonoro-vibracionais, processos de liberação emocional e integração, tudo dentro de uma metodologia estruturada de neurociência aplicada sem substâncias, sem guru, sem promessa de iluminação relâmpago.
O que o Dr. Lara vende, e vende bem, é exatamente o que falta na maioria das experiências de bem-estar que lotam o feed dos executivos em crise existencial: o processo de elaboração depois que a intensidade passa. Ele diz, sem rodeios, que experiência sem integração vira acúmulo. E os números que a assessoria apresenta 74% de redução de emoções negativas, 48% de aumento das positivas ,são suficientemente específicos para soar como pesquisa de verdade, não como slogan de retiro de yoga em Ibiza.
O timing do lançamento é calculado. O turismo de bem-estar no Brasil está em expansão real: projeções da Tourism Economics apontam 868,2 mil pernoites domésticos em 2026, com crescimento de 19,5% sobre 2019. O segmento de turismo espiritual surfou nessa onda e virou categoria de mercado. Oferecer uma experiência com endosso científico e metodologia documentada é a diferença entre vender retiro e vender protocolo clínico com vista para a Serra.