Se tem uma coisa que político adora é arrumar confusão com nome famoso pra sair na mídia. Dessa vez, quem entrou na roda foi Whindersson Nunes, que viu seu nome pipocar em manchetes depois que o Tribunal de Contas do Piauí resolveu investigar um contrato entre a Seduc-PI e a Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda. O valor? Uma bagatela de R$ 11 milhões – começou em R$ 4,9 milhões e já engordou com aditivos.
O burburinho começou quando o jornalista José Ribas Neto, de Teresina, levantou a lebre. Logo depois, a colunista Andreza Matais confirmou a história no Metrópoles, e pronto: estava feito o escarcéu. A denúncia? Que a contratação sem licitação teria sido um “mimo” pra empresa supostamente ligada ao humorista.
Mas calma lá: a própria defesa de Whindersson bateu o pé e garantiu que ele não é dono da empresa investigada. O advogado Caio Sanas foi categórico: o artista é apenas embaixador do Método Tron, que pertence a uma outra companhia, a Tron S.A.. Já a tal Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda., alvo do TCE, seria uma distribuidora licenciada, e sem nenhuma ingerência administrativa do youtuber. Em bom português: “meu cliente não assina cheque de ninguém”.
Enquanto isso, o contrato já rendeu frutos: evento de robótica, curso pra professores e kits tecnológicos em mais de 100 escolas do Piauí. O próprio Whindersson até apareceu na entrega de certificados, defendendo que seu estado natal vire referência na área. Bonito de ver, né?
Agora, o conselheiro Kleber Dantas Eulálio determinou aprofundar a apuração. Pode dar desde multa até anulação do contrato. Mas, cá entre nós, parece mais uma daquelas histórias em que o nome famoso rende mais clique que o relatório técnico.
Porque no fim, sejamos sinceras: se tem alguém que não precisa de verba pública pra brilhar é o Whindersson, que já ganhou o Brasil (e o mundo) com talento, carisma e, convenhamos, um bom coração.