Meu amor, eu estava na esteira do meu personal favorito, olhando pro teto e fingindo que não estava sofrendo, quando meu celular começou a vibrar como se tivesse possuído. Era o Melhores do Ano 2025 acontecendo ao vivo no Domingão com Huck e, juro por tudo que é sagrado na minha vida de fofoqueira profissional, tive que descer da esteira antes da hora porque o babado não esperava. Isso aqui, meu povo, é a maior noite da TV aberta brasileira e eu precisava estar 100% presente. Personal que me perdoe.

A cerimônia rolou ontem, 29 de março, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com Luciano Huck no comando daquele palco cheio de gente bonita, bem vestida e ansiosa para ver se o envelope ia confirmar o que o gshow já tinha mandado via votação popular. E o que aconteceu? ‘Três Graças’ simplesmente varreu a noite como ventania em dia de carnaval. Novela do Ano, Melhor Ator para Murilo Benício vivendo o Ferrete, e Melhor Atriz para Grazi Massafera sendo a Arminda. Três troféus, minha gente. Três. A novela que dividiu o Brasil, que fez família discutir no jantar, que me fez pausar série pra assistir ao vivo, foi a grande vencedora da temporada. Nem a Copa do Mundo tem esse nível de pressão.


Falando em pressão, preciso parar um segundo para registrar o que foi a entrega do troféu de Música do Ano para Simone Mendes com “Me Ama ou Me Larga”. Eu, que ouvi essa música no modo repeat durante semanas, fiquei emocionada como se eu fosse parente. Simone estava lá, cantou ao vivo disputando a categoria com Ivete Sangalo e a dupla Diego e Victor Hugo, e no final levou o troféu. Querida, isso é roteiro de série cara. Ivete é ícone, a dupla estava linda, mas Simone chegou com esse hino de mulher que não aguenta mais blá-blá-blá e o Brasil inteiro reconheceu. Justo. Absolutamente justo.


Agora, meus fofoqueiros de elite, tem um prêmio que me fez gritar no corredor do condomínio: Atriz Coadjuvante para Paolla Oliveira como a Heleninha de ‘Vale Tudo’. A Heleninha. Aquela personagem que a gente amava odiar, que chegava em cena e a temperatura da sala subia. Alexandre Nero levou o Coadjuvante masculino sendo o Marco Aurélio da mesma novela, confirmando que ‘Vale Tudo’ foi aquela série que fez todo mundo esquecer que tinha vida pessoal. E olha: ‘Pablo e Luisão’ levou Série do Ano e Dira Paes levou Atriz de Série, então a televisão brasileira não estava brincando esse ano. Estava trabalhando, literalmente trabalhando.

Teve um momento que o programa parou de ser festa e virou velório de luxo, e isso eu digo com o maior respeito do mundo: a homenagem aos artistas que partiram, narrada por Tony Ramos com destaque para Dennis Carvalho, me fez engolir o choro no sofá. Esses momentos existem para lembrar que por trás de cada personagem tem uma vida inteira de dedicação. E quando Tony Ramos fala, a gente simplesmente para e ouve. Ponto.
Para fechar, o programa mandou Alcione, Zeca Pagodinho e Jorge Aragão ao palco anunciando turnê.
