Gente, senta que a perua chegou suada de emoção. Eu, Kátia Flávia, estava pronta para um jantar elegante no casarão e saí com a sensação de ter assistido a um crossover de novela das nove com reality de confinamento. Armanda, que eu já apelidei de Madame Navalha, entrou em cena distribuindo farpas como se fossem lembrancinhas de festa.
Raul, o Cantor Ressaca Chic, apareceu com violão e cadernos de letra, todo sensível, achando que dava para recuperar a dignidade musical ali na mesa. Armanda olhou, torceu o nariz e soltou insinuação venenosa sobre recaída, dessas que deixam a sobremesa com gosto de fel. Joélly, a Namorada Leoa, partiu para a defesa com discurso de reconstrução e futuro, enquanto Jorginho, o Ex Pecador Coach de Fé, tentou aliviar o clima contando sua jornada de virada. Resultado. Risadinha cruel da vilã e zero empatia no prato principal.
Aí veio o momento faculdade. Joélly revelou o sonho de ser médica e eu juro que ouvi trilha de dramalhão mexicano no fundo. Armanda reagiu com sarcasmo corporativo, planilha imaginária na cabeça, questionando custo, concorrência e a audácia da menina. Joélly segurou firme, apoiada pelo pai e por Raul, que fez cara de finalista injustiçado.
E então o plot twist que o Google ama. Armanda ofereceu pagar a faculdade particular. Palmas congeladas. Sorriso que não chega nos olhos. Condição cruel jogada na mesa, daquelas que fazem o garçom fingir que não ouviu. Os três ficaram em choque, eu fiquei sem ar, e a noite ainda guardava um ato pior. Tentativa de tirar a vida de Joélly, sim, minha gente. A vilã decidiu dobrar a aposta no mesmo jantar.
Resumo da ópera. Armanda virou a antagonista oficial do capítulo, Raul saiu com o violão mais pesado, Jorginho com a fé testada e Joélly com o coração na boca. Eu fechei a coluna batizando a cena de Jantar do Caos Premium, porque fofoca boa precisa de nome. Amanhã tem repercussão, meme e análise de boteco. Eu volto.