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Kátia Flávia
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Traída por Huck? Suzana Alves chora ao lembrar chegada da “Feiticeira”

Ex-Tiazinha disse que ficou sabendo da estreia de Joana Prado cinco minutos antes do programa ao vivo e negou rivalidade com a colega.

Kátia Flávia

04/08/2026 11h22

Suzana Alves disse que chorou ao saber da chegada da Feiticeira ao programa de Luciano Huck

Suzana Alves disse que chorou ao saber da chegada da Feiticeira ao programa de Luciano Huck

Suzana Alves voltou a falar sobre a época em que viveu a Tiazinha e revelou que se sentiu traída pela equipe de Luciano Huck quando soube da chegada da Feiticeira, personagem de Joana Prado, ao programa. Em entrevista a Daniela Albuquerque, no Sensacional, ela contou que recebeu a notícia minutos antes da estreia ao vivo e que a situação a deixou em lágrimas.

Eu tinha acabado de chegar ao hotel em Ibiza, ainda com areia de Cala Comte grudada na perna e a bolsa de palha jogada em cima da poltrona de linho, quando essa entrevista apareceu no celular. Nem deu tempo de tirar o protetor do ombro. Li “Tiazinha”, “Feiticeira” e “traição” na mesma chamada e voltei direto para aquele Brasil de máscara, chicotinho, audiência alta e camarim com cheiro de laquê e tensão.

Suzana disse que a chegada da Feiticeira foi um baque. “Me chamaram no camarim cinco minutos antes de ela entrar no programa ao vivo. Só lembro que fiquei triste, fui chorar”, afirmou. Segundo ela, a dor não tinha relação pessoal com Joana Prado, mas com a forma como a direção e Huck conduziram a novidade.

“Chorei só porque me senti traída. Nada a ver com a Joana, mas com a direção e com o Luciano”, recordou Suzana. A ex-Tiazinha também negou que houvesse uma briga real entre as duas. “A gente não se falava, mas não que a gente tenha discutido. […] A mídia criou essa rivalidade.”

Eu larguei a sandália na porta do banheiro nessa hora, porque esse é o tipo de bastidor que a televisão dos anos 1990 empacotava como competição feminina, quando muitas vezes era só gente jovem sendo colocada para disputar espaço sem nem poder entender o tabuleiro. O público via fantasia. A moça ali dentro via contrato, pressão, silêncio e comparação.

Suzana também refletiu sobre como o sucesso da personagem engoliu sua identidade. “Não tinha mais voz nem opinião e não me conhecia, porque eu era muito nova. A personagem ficou muito maior do que eu. Passei a ser chamada por um nome que não era o meu”, disse.

A artista ainda falou sobre solidão e desilusões provocadas pela fama. “Achava que ia me divertir, mas percebi que não tinha amigos de verdade, que era tudo interesse. Percebi que as pessoas mentiam, eram gananciosas e que estava sendo usada. Assinei muitos contratos em que confiei.”

Eu fui lavando a mão na pia, olhando a areia descer pelo ralo, e pensei que a história da Tiazinha talvez seja menos sobre sensualidade e mais sobre uma garota que virou produto antes de virar dona da própria voz. A Feiticeira entrou como novidade, o programa ganhou assunto, a mídia inventou duelo, e Suzana carregou por anos uma rivalidade que ela diz nunca ter comprado.

Agora, falando do livro Por Trás das Máscaras, Suzana parece estar justamente desmontando a fantasia por dentro. E convenhamos: a máscara da Tiazinha fez história, mas o bastidor que ela está contando agora talvez explique muito mais do que qualquer chicotinho em horário nobre.

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