Rodrigo Hilbert abriu o coração ao relembrar um período difícil de sua vida profissional. Em conversa com Fernanda Lima no podcast “Zen Vergonha”, o apresentador contou que viveu sintomas que associa ao pânico e à depressão durante os dez anos em que trabalhou como ator de novelas na Globo.
Eu já estava acomodada no compromisso, conversando normalmente, quando parei por alguns minutos para ouvir esse relato. Porque Rodrigo sempre foi vendido ao país como o homem que faz de tudo, e justamente por isso é importante quando ele desmonta essa imagem de segurança total e fala sobre não conseguir entender o que estava vivendo.
“Eu fui modelo, não sei se eu queria ser… Eu fui ator, não sei se eu queria ser”, disse. “Quando eu fui ator, eu trabalhei por 10 anos na Rede Globo fazendo novela. Eu passei por um momento difícil de, putz, de… acho que pânico, depressão, sem entender muito os sentimentos que eu tava sentindo, não sabia botar pra fora.”

Segundo Hilbert, até as tentativas de Fernanda Lima de ajudá-lo eram difíceis de aceitar naquele momento. “Eu lembro que cê me convidava pra fazer yoga, eu tinha pânico de parar pra pensar, pra meditar, pra fazer yoga. Então, foi muito difícil pra mim”, contou à mulher.
O ponto mais delicado veio quando ele relembrou um episódio depois de sair do Projac. Rodrigo disse que sofreu um apagão enquanto dirigia um carro pequeno e bateu na traseira de outro veículo. “Eu olhei pra mim e falei: ‘Cara, como é que eu bati esse carro? Tava tudo certo’”, relatou.
“Eu tive um apagão e bati o carro na traseira de um outro carro. Foi super simples, só encostei. E eu senti uma palpitação no peito, e eu não me sentia bem.” Foi a partir desse momento, segundo ele, que a preocupação deixou de ser algo que dava para empurrar com trabalho e rotina.

Fernanda passou a incentivá-lo a olhar de frente para o que sentia. “Foi nesse momento que eu comecei a encarar a yoga um pouco mais de frente, porque tu me ajudou muito nisso e me colocou realmente pra respirar, pra entender, conhecer e me escutar”, afirmou Rodrigo.
Eu voltei para a conversa do compromisso pensando que o desabafo tem força justamente porque não vem embalado como grande discurso. Ele não tenta transformar a dor em personagem. Só admite que houve uma fase em que parecia impossível parar, respirar e entender a própria cabeça.