Eu estava aqui no Cosme Velho, terminando um café com aquela calma de quem não precisa mais acordar cedo, quando meu celular vibrou com um vídeo da Ticiane tentando passar pela catraca dos Estúdios Globo com o documento onde deveria ir o crachá. Larguei a xícara, liguei na hora. “Tici, minha filha, vem aqui em casa agora. Você precisa ser recebida como se merece.”
A história é a seguinte: contratada pela Globo em março para apresentar um reality no Globoplay, a comunicadora foi na sexta-feira, 15, buscar o crachá oficial de funcionária. A visita correu bem até a portaria, onde ela tentou entrar colocando o documento no lugar errado, acionou uma catraca na saída e tentou passar por outra, ouvindo um sonoro “do outro lado!” de um segurança que claramente não sabia que estava gritando com a futura apresentadora da casa.
Ticiane passou 20 anos na Record, saiu em dezembro de 2025 depois de uma década no Hoje em Dia, e seguiu o marido César Tralli para o Rio no começo de 2026, quando ele assumiu o Jornal Nacional ao lado de Renata Vasconcellos. Ou seja: a mulher trocou São Paulo, trocou de emissora, trocou de cidade. A catraca foi só o detalhe final de uma transição que durou meses.
No Instagram, ela postou um carrossel com a legenda “Mãe, tô na Globo” e nos Stories foi mais efusiva: “Gente, eu vim fazer meu crachá na Rede Globo, ó que chique. Ganhei até souvenir!” O kit de boas-vindas tinha sacola, garrafa d’água, caderno e caneta. Vinte anos de Record e a Globo recebeu com brinde de papelaria. O povo foi à loucura nos comentários.
Quando a Ticiane chegar aqui em casa, vou servir aquele café de padaria cara que ela merece depois de duas décadas sofrendo na fila do almoço da Record. A catraca pode ter barrado a apresentadora, mas a televisão brasileira claramente não tem mais como segurar essa mulher.