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Kátia Flávia
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Thiago Domingues diz que motorista cobrou R$ 2.700 por corrida de Campinas a São Paulo após show da Anitta

Ator afirma que recusou pagar R$ 2.700 exigidos por um motorista após o Ensaio da Anitta, pagou R$ 300 e acabou deixado sozinho num posto de gasolina, de madrugada, fora do caminho da capital.

Kátia Flávia

29/01/2026 13h30

Ator afirma que recusou pagar R$ 2.700 exigidos por um motorista após o Ensaio da Anitta, pagou R$ 300 e acabou deixado sozinho num posto de gasolina, de madrugada, fora do caminho da capital.

Brasil, eu vi esse vídeo mais de uma vez porque ele não vem redondinho, nem ensaiado, nem organizado pra virar manchete. Ele vem do jeito que trauma costuma sair. Meio atropelado, com volta, com repetição, com aquela necessidade de explicar tudo direitinho pra ninguém dizer depois que entendeu errado.

Thiago Domingues começa se apresentando e já avisando que vai contar algo que marcou o fim de semana dele. Ele tinha acabado de sair do Ensaio da Anitta em Campinas, empolgado com o show, quando precisou voltar pra São Paulo. Na saída, fez o que qualquer pessoa faria naquele cenário. Perguntou preço.

Segundo ele, dois táxis diferentes informaram valores parecidos, em torno de trezentos reais pela corrida até a capital. No terceiro carro, ouviu que o motorista iria calcular o valor. Entrou acreditando que o preço seria informado antes da viagem avançar. O carro seguiu. O endereço foi colocado. A corrida aconteceu sem que o valor fosse apresentado.

Já em São Paulo, o motorista perguntou como seria o pagamento. Crédito. Ao tentar passar o cartão, a cobrança foi recusada. Thiago recebeu a notificação no celular indicando problema por horário e valor. Achou estranho e perguntou quanto tinha sido digitado.

O número mostrado foi R$ 2.700.

No áudio, Thiago conta o susto, a tentativa imediata de entender se havia erro de digitação e a resposta seca do motorista confirmando que aquele era o valor da corrida. Ele lembra que questionou, dizendo que todos os outros motoristas tinham falado em trezentos reais e que, antes de entrar no carro, não tinha sido informado nenhum valor fechado.

A partir daí, o clima mudou. Segundo Thiago, o motorista passou a pressionar, sugeriu que ele ligasse pra alguém, pedisse ajuda, fizesse transferência. Ele diz que se recusou, explicou que não tinha como pagar aquele valor e que considerava a cobrança abusiva e feita de má fé, já que o preço só foi revelado no fim do trajeto.

O áudio descreve um momento de tensão. Thiago relata que o motorista ficou alterado, deu socos dentro do carro e exigia que a situação fosse resolvida ali. Sem acordo, ele decidiu pagar os trezentos reais, valor que havia sido mencionado antes da corrida começar. O pagamento foi feito.

Mesmo assim, a história não terminou ali.

Thiago afirma que o motorista seguiu dirigindo e o deixou na estrada, num posto de gasolina, por volta das duas da manhã. Ele destaca que estava sozinho, que o local era escuro e que ainda foi deixado no sentido contrário ao de São Paulo. No áudio, ele conta que precisou atravessar a avenida e tentar a sorte em busca de ajuda, num horário em que praticamente não havia movimento.

A gravação termina com ele reforçando o valor que foi exigido, R$ 2.700, e repetindo que a cobrança aconteceu depois da corrida, sem aviso prévio. Ele diz que decidiu falar publicamente para alertar outras pessoas e dividir o impacto do que viveu.

Eu, Kátia Flávia, escuto esse áudio e não ouço alguém querendo palco. Ouço alguém tentando organizar uma noite que saiu do controle. Tem dado, tem valor, tem horário, tem percurso. E tem uma pergunta que fica ecoando na cabeça de qualquer um que pega carro de madrugada depois de show.

Quem entra num carro esperando pagar trezentos reais não imagina sair devendo dois mil e setecentos.

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