A The Future School deu um passo importante em seu projeto de expansão nacional com a inauguração de sua primeira unidade licenciada fora de São José do Rio Preto. A nova unidade, instalada em Palmas (TO), abriu as portas este mês e marcou o início de uma estratégia que pretende levar a proposta de formação em tecnologia para diferentes regiões do país.
A inauguração reuniu mais de 60 alunos e contou com uma programação voltada à apresentação da escola e de sua metodologia. O resultado inicial também chamou a atenção: cerca de 30% dos participantes do evento se tornaram alunos matriculados no primeiro dia, segundo o CEO da empresa, João Aleixo. A abertura teve repercussão local, com reportagem da RedeTV do Tocantins e entrevista na Rádio Conexão 98.1.

“A abertura da unidade licenciada de Palmas para a gente foi um marco na história da The Future School e na minha vida profissional como fundador da marca.”
A unidade é conduzida pelos sócios licenciados Fabio Gamba e Danilo Brentini, escolhidos em um processo seletivo que começou depois da participação da The Future School no Shark Tank Brasil. A exposição no programa despertou o interesse de pessoas de diferentes partes do país e aproximadamente 100 interessados procuraram a empresa com o objetivo de levar a escola para suas cidades.
O processo, no entanto, foi restrito a três candidatos. A escolha considerou não apenas o potencial comercial da operação, mas principalmente o perfil dos responsáveis por conduzir as unidades e sua identificação com o propósito educacional da marca. A análise também envolveu documentação e critérios relacionados à estrutura necessária para a implantação.
Fabio Gamba e Danilo Brentini, que respondem pela unidade de Palmas, informaram que os estudantes têm acesso a uma formação voltada para quatro pilares principais da instituição: desenvolvimento de jogos, criação de aplicativos, robótica & maker e inteligência artificial. A proposta é preparar crianças e adolescentes de 5 a 17 anos para um mercado de trabalho cada vez mais ligado à tecnologia.
A metodologia adotada é híbrida e permite que cada aluno avance de acordo com o próprio ritmo de aprendizagem. Na prática, os estudantes têm contato com ferramentas e linguagens de programação usadas no mercado de trabalho, aprendendo desde a criação de sites e aplicativos até o desenvolvimento de jogos e outros projetos tecnológicos. Cada aluno trabalha com o próprio kit de robótica, sem material compartilhado, porque a escola entende que a criança precisa passar pelo processo inteiro do projeto.

Outro ponto destacado pela empresa são os resultados alcançados por seus alunos. Mais de 4.500 estudantes já passaram pela escola, que soma medalhistas em competições nacionais de tecnologia, primeiro lugar na Semana EAT da Olimpíada Brasileira de Tecnologia e projetos que ganharam espaço na imprensa nacional, além de participações em iniciativas internacionais.
“Melhor do que falar sobre nossa metodologia é falar sobre o resultado dos nossos alunos.”
A implantação da unidade de Palmas também serviu para colocar em prática a estrutura criada pela The Future School para apoiar os licenciados. O suporte começa ainda antes da inauguração, com orientação para escolha do ponto, indicação de profissionais e fornecedores e acesso aos manuais pedagógico, operacional, comercial, administrativo, de marketing e de implantação.
A empresa também mantém uma plataforma integrada com ferramentas para auxiliar na rotina da unidade, incluindo materiais de comunicação e marketing. A formação do professor é uma imersão inicial na metodologia, seguida de formação continuada mensal. O acompanhamento continua depois da abertura, com suporte remoto e leitura dos primeiros resultados comerciais.
A rede trabalha hoje com dois formatos de unidade licenciada. O Standard parte de uma estrutura enxuta, pensada para praças em que o licenciado quer validar a operação com investimento menor, e o MegaHUB tem estrutura ampliada, com mais salas temáticas e capacidade maior de turmas simultâneas. Existe ainda uma terceira frente, voltada a colégios, em que a The Future School leva a trilha para dentro da escola parceira, forma o professor da própria instituição e fornece os kits de robótica.
O CEO da empresa informou ainda que em Palmas a expectativa inicial era chegar entre 20 e 25 alunos no primeiro mês. Mas diante da movimentação já registrada e do trabalho de captação de parcerias e ações comerciais, a projeção foi revisada para cerca de 40 a 50 estudantes no período, o dobro do previsto.

“O sucesso durante a inauguração da unidade de Palmas foi a prova de que o modelo funciona fora de casa, porque o ensino de tecnologia deixou de ser curso extra e virou formação básica na cabeça de quem busca preparar o filho para as oportunidades do futuro”, afirma João Aleixo.
A expansão da The Future School segue para além de Palmas. Em setembro, estão previstas novas unidades licenciadas em Joinville (SC) e Cuiabá (MT), o que leva a rede a operar em quatro estados. Segundo João Aleixo, a estratégia é avançar gradualmente antes de acelerar o crescimento, com a meta de chegar a 100 escolas em diferentes regiões do país nos próximos cinco anos.

Em Palmas, o primeiro passo dessa expansão já foi dado. A inauguração colocou em funcionamento um modelo que pretende unir educação e tecnologia e, ao mesmo tempo, abriu uma nova frente para a The Future School fora de sua cidade de origem.
Mais do que marcar a chegada da escola ao Tocantins, a unidade representa o início de uma nova fase do projeto: levar a formação tecnológica para estudantes de outras regiões e criar oportunidades de aprendizado que, até então, nem sempre estavam disponíveis localmente.