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Kátia Flávia
Kátia Flávia

The Boys chega ao fim sob tensão, e criador perde a paciência com fãs

Eric Kripke rebateu críticas sobre episódios “filler” na temporada final e defendeu que a série precisa desenvolver seus personagens antes do grande desfecho. E Kátia Flávia já avisou na lavanderia: quem quer só pancadaria que vá lavar cueca de super-herói

Kátia Flávia

08/05/2026 16h00

Foto: Reprodução/Internet


A confusão é simples, venenosa e ótima para quem ama um barraco cultural: parte dos fãs anda reclamando que a quinta e última temporada da série tem episódios “filler”, com menos ação e mais desenvolvimento de personagem. Kripke rebateu dizendo que nada do fim terá peso se a série não aprofundar seus personagens antes do grande desfecho. Traduzindo para o português da lavanderia: não adianta explodir prédio se ninguém se importa com quem está dentro.

O criador também ironizou a cobrança por uma grande batalha em todo episódio. A frase pegou mal, pegou bem, pegou fogo, que é o sonho de qualquer coluna decente: se o público quer apenas tiro, porrada e barulho, talvez esteja vendo a série errada. Pronto, a internet ganhou sua DR semanal, com fandom mordido, crítico defendendo roteiro e gente descobrindo agora que personagem também precisa de alma, além de laser no olho.



Nos bastidores digitais, o debate é maior do que uma birra de fã. The Boys sempre vendeu deboche, violência, política, sangue e aquele cinismo que deixa qualquer vilã de novela mexicana parecendo ministra da catequese. Só que a reta final está tentando amarrar trauma, lealdade, culpa e queda moral, principalmente em torno de Homelander, que já passou do ponto de vilão e entrou no setor de encosto premium.

O veredito de Kátia Flávia vem centrifugado: fã tem direito de cobrar catarse, claro, porque ninguém chegou até a última temporada para receber chá morno. Mas chamar todo respiro dramático de “filler” é coisa de quem quer final de novela sem confissão, sem lágrima e sem vilão pagando no mármore frio. Que Kripke entregue pancadaria, sim, mas com veneno, consequência e justiça, porque super-herói sem drama é só cosplay caro fazendo barulho.

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