Eu adoro quando a tarde resolve entregar drama de qualidade, e esse capítulo de Terra Nostra veio com tempero forte. Gumercindo acordou inspirado, desses que confundem romance com mudança de endereço, e anunciou planos de trazer Angélica para São Paulo. Como se não bastasse, soltou a bomba sentimental envolvendo o cocheiro Josué. Marco Antônio ficou com cara de quem perdeu o chão da sala e a herança emocional no mesmo segundo.
Mal o sol tinha esquentado o quintal e Janete já estava causando colapso social. Chamou Josué para sentar à mesa do café, gesto simples para o mundo real, escândalo completo para aquela mansão cheia de regras invisíveis. As criadas travaram. Marco Antônio entrou em modo desespero e saiu correndo para contar tudo a Francesco, que ouviu a história com aquela expressão clássica de quem pede confirmação porque o cérebro se recusa a aceitar.
Francesco tentou bancar o sensato, aconselhando o filho a deixar Janete viver sua vida, mas o clima dentro da casa seguiu pesado, carregado de olhares atravessados e silêncio constrangido. Matteo, cansado do drama doméstico, resolveu procurar emprego, numa tentativa clara de fugir daquele novelão que insiste em se desenrolar na sala de estar.
Enquanto isso, Janete e Josué passaram a conhecer melhor a mansão onde pretendem morar, sempre observados por olhos curiosos e julgadores. Bartolo e Leonora fizeram uma visita a Angélica, Mariana conversou com as freiras com aquele ar de quem sabe mais do que diz, e a sensação geral era de que nada estava exatamente explicado.

O luto também ganhou espaço. Dolores chorou a morte de Juanito, Matteo comentou que ninguém teve coragem de ver o caixão, Amadeo chegou seco, sem cumprimentar o ex-sócio, e Mariana seguiu falando do assunto com um mistério que só aumenta a desconfiança coletiva.
Para apimentar ainda mais, Luíza espalhou a fofoca que faltava. Contou que Josué tomou café e almoçou à mesa com Janete. Marco Antônio quase teve um troço, porque nessa família sentar à mesa vale mais do que qualquer declaração pública.
A partir daí, Marco Antônio e Francesco decidiram investigar o passado do cocheiro. Romance em novela sempre vem acompanhado de dossiê e essa curiosidade promete dor de cabeça. No núcleo mais simples, Bartolo e Leonora participaram de uma festa local, Naná aceitou o dinheiro de Tiziu e José Alceu, e Angélica mostrou preocupação real com a crise e com as contas que precisam fechar.
O capítulo fechou com Marco Antônio proibindo Josué de dormir na casa enquanto ele estiver ali. Janete, firme e decidida, foi direto para o quarto do cocheiro, deixando claro que naquela mansão a tradição perdeu espaço e o escândalo ganhou endereço fixo. Eu sigo assistindo, comentando e aguardando o próximo surto coletivo da tarde.