Preparem-se, meus amores, porque a semana promete ser daquelas que entram para os livros de História, e, claro, para as rodinhas mais animadas de fofoca política. Na próxima terça-feira (2/9), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será finalmente julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Não estará sozinho nesse palco de toga e poder: ao lado dele, outros sete réus considerados o “núcleo duro” da articulação também encaram os ministros. Entre eles, nomes de peso da antiga cúpula bolsonarista: Alexandre Ramagem, Anderson Torres, Mauro Cid, Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Almir Garnier e Paulo Sérgio Nogueira.
A Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, reservou nada menos que cinco dias inteiros de julgamento. O cronograma mistura sessões matutinas (9h às 12h) e longas maratonas vespertinas (14h às 19h), que prometem debates acalorados, discursos de horas e muito café nos bastidores.

As acusações contra Bolsonaro e aliados são pesadíssimas:
- Formação de organização criminosa armada;
- Tentativa de extinguir o Estado Democrático de Direito por meios violentos;
- Articulação de golpe de Estado;
- Danos qualificados contra bens da União;
- Depredação de patrimônio tombado.
Os réus não precisam comparecer presencialmente, mas o peso simbólico do julgamento já movimenta Brasília e o noticiário internacional. Afinal, estamos diante de um capítulo inédito na República: um ex-presidente acusado de planejar a ruptura democrática.
Políticos, jornalistas, advogados e, claro, nós fofoqueiras de luxo, estaremos de olho em cada voto, cada palavra, cada gesto. Porque, meus amores, quando a Suprema Corte fala, até o silêncio ecoa nos salões de poder.