Gente, Stênio Garcia saiu do modo vovô simpático e entrou no modo advogado furioso, e eu preciso contar tudo porque esse caso tem camadas que nem a melhor novela das nove ousaria roteirizar.
O ator publicou uma nota nas redes explicando que a mãe de suas filhas teria alugado um apartamento na Rua Barão da Torre, em Ipanema, em 2019, sem comunicar a ele, sendo que ele é o usufrutuário vitalício do imóvel. Quando descobriu, tentou resolver por intermediação, não deu, e acionou a Justiça em outubro de 2025. O que piorou tudo foi descobrir que as filhas assinaram um documento mantendo o contrato de locação com a mãe delas.
A situação saiu dos bastidores familiares e virou pública depois que o Metrópoles reportou o processo, o que levou Stênio a ir às redes com nota, vídeo e indignação no volume máximo.
O post já conta com mais de 3 mil comentários, divididos entre quem defende o direito legal dele ao usufruto e quem lê a situação pelo ângulo das filhas, que até agora não se pronunciaram publicamente. Stênio também revelou na nota que vive da aposentadoria e da ajuda da família da esposa Marilene Saade, e que chegou a ser hospitalizado após a repercussão do caso, afirmando que a exposição do processo lhe causou pressão enorme e até ameaças à vida.
O que eu leio aqui é um homem de 92 anos que claramente não queria estar nessa vitrine, mas que se sentiu encurralado pelo vazamento do processo e decidiu dar a versão dele antes que a narrativa fosse construída sem ele. A nota tem raiva, tem mágoa, tem o desabafo sobre o abandono do idoso no Brasil, e termina com ele pedindo que a lei seja revisada para proteger processos em andamento na Justiça. É um texto com muitas camadas emocionais que vão muito além do apartamento em Ipanema.
As filhas não falaram. O apartamento segue alugado. E o processo segue sem desfecho, assim como essa história.