Pedro Bial revelou que tem enfisema pulmonar como consequência dos anos em que fumou. Aos 68 anos, o jornalista disse que abandonou o cigarro aos 50, mas carrega os efeitos do hábito e o arrependimento por ter sido, como definiu, “um fumante bravo”.
Eu já estava juntando as coisas para me despedir das amigas em Fátima quando li a fala de Bial e ela me pegou em cheio. Quando alguém com a trajetória dele abre essa janela sem glamour, o assunto deixa de ser uma manchete e vira um aviso para muita gente.

“O meu pulmão está bom, mas tem um pequeno enfisema. A minha vida é feita de arrependimento. Eu sou um arrependimento ambulante”, afirmou o apresentador. Ele disse que a doença surgiu após décadas de tabagismo, embora tenha deixado o cigarro há 18 anos.
Eu guardei o casaco e pensei que cigarro sempre foi vendido com pose de cinema, liberdade e charme, mas a conta chega sem trilha sonora. Bial fez questão de desfazer essa fantasia ao reconhecer, com todas as letras, o impacto do vício na própria saúde.
O enfisema é uma doença pulmonar obstrutiva crônica que danifica estruturas responsáveis pela troca de oxigênio no organismo. Falta de ar, tosse persistente, chiado no peito, cansaço e infecções respiratórias recorrentes estão entre os sintomas possíveis.
Bial também relembrou a cirurgia cardíaca que enfrentou em 2016, quando passou por três pontes de safena. Segundo ele, a experiência o levou a refletir mais profundamente sobre envelhecimento, cuidados médicos e a necessidade de conversar sobre a morte antes que a urgência bata à porta.
Eu saí da mesa com outra disposição para a viagem de volta: saúde não combina com pose, minha gente. A fala de Bial tem peso justamente porque não tenta transformar o sofrimento em espetáculo nem fingir que parar de fumar apaga, como mágica, todos os anos anteriores.

O apresentador segue trabalhando e adotou hábitos mais saudáveis desde que deixou o cigarro. A revelação, porém, reforça uma verdade sem enfeite: abandonar o tabagismo é um passo decisivo, mas buscar acompanhamento médico continua sendo indispensável para quem tem sintomas ou histórico de exposição.