O café ainda estava passando aqui no Cosme Velho quando a coluna Play do O Globo pousou na minha tela com uma notícia que me fez largar a xícara: Sophie Charlotte foi escalada para a cinebiografia de Roberto Carlos. Não para um papel decorativo de fã na plateia, não. Para viver Magda Fonseca, a mulher que entrou na vida do Rei lá nos anos 1960 e não saiu mais, pelo menos das canções.
O fato é este: Sophie vai encarnar o primeiro grande amor da vida de Roberto Carlos numa produção com direção de Maurício Farias e roteiro de Patrícia Andrade. A narrativa arranca do acidente de 1947, quando o cantor perdeu a perna direita ainda criança, e avança até os anos 1970, com os primeiros grandes shows com orquestra no Canecão. No meio disso tudo está Magda, o namoro dos tempos de formação artística, o relacionamento que durou até ela se mudar para o exterior.



O que a coluna apurou é que esse amor deixou rastros muito concretos na discografia do Rei. “Não Quero Ver Você Triste”, “A Volta” e “Quero que Vá Tudo pro Inferno” estão entre as músicas diretamente associadas a esse período, sucessos que atravessaram gerações sem que o grande público soubesse exatamente de onde tinham vindo. Pois bem. Agora vão saber.
A escolha de Sophie não saiu do nada. A atriz cantou ao lado de Roberto Carlos em três especiais transmitidos pela Globo, virou queridinha do Rei na prática, e a afetividade que existe entre os dois vai direto para a veracidade do papel. Nas redes, o anúncio repercutiu com aquele calor de casting perfeito: fãs do cantor e da atriz se misturaram nos comentários num consenso raro.
Roberto Carlos no papel principal ficará com Victor Medeiros, e as filmagens começam em setembro. A coluna só quer saber de uma coisa: quando sai o trailer, porque “Quero que Vá Tudo pro Inferno” tocando enquanto Sophie Charlotte olha para o horizonte já me fez chorar antes mesmo de existir.