Eu preciso que você imagine a cena. O Brasil inteiro acordado de madrugada esperando o Sincerão, aquela bagunça caótica que a gente ama e odeia ao mesmo tempo, e aí Tadeu Schmidt aparece na tela com a notícia: dinâmica das chaves, apartamento MRV, Solange Couto chorando de felicidade. O X entrou em colapso.
O que aconteceu aqui é claro. A MRV tem um apartamento para dar, o programa tem um momento certo para entregar, e o Sincerão foi para o espaço. Natan no ( antigo Twitter) foi ainda mais direto no X: “estávamos esperando um Sincerão caótico, e a MRV vem com essa patacoada justo na nossa segunda-feira de caos.” Patacoada é uma palavra forte, mas o sentimento do público era exatamente esse.
Solange, por sua vez, comemorou com lágrimas nos olhos e dedicou o prêmio aos filhos. “É uma felicidade que não tem nome”, disse a Camarote ao Tadeu. E olha, a cena foi genuína, emocionante, televisivamente linda. O problema é que o público não estava sintonizado para emoção, estava sintonizado para fofoca quente e acerto de contas entre brothers.
No final, a MRV ganhou mídia, Solange ganhou apartamento, e o Brasil perdeu o Sincerão. Alguém saiu feliz nessa conta, mas não foi quem estava acordado esperando a briga.