Eu estava aqui em Roma, entre um suco de tangerina e uma olhada indecente no feed, quando me deparo com Solange Couto virando a própria Dona Jura ferida no orgulho culinário. O babado começou depois que Samira comentou o feijão, e a atriz não deixou passar. Disse que aquele tinha sido o último prato feito por ela e já largou a cozinha com a dignidade de quem fecha restaurante em dia de fiscalização.
Pelo que apareceu, Solange rebateu dizendo que o problema não era exatamente a dureza, mas a qualidade do feijão, que ficou horas no molho e no fogo. Samira, por sua vez, tentou aliviar, disse que estava bom e que não falou que a comida estava ruim. Só que aí, meu amor, o estrago já estava servido junto com o arroz, porque crítica em comida compartilhada dentro de confinamento tem efeito de bomba caseira com tampa de panela.
Depois, Solange seguiu no desabafo com Alberto Cowboy e Jonas Sulzbach, reclamando que sempre aparece um defeito no que ela faz. Jonas e Cowboy ainda tentaram contemporizar, disseram que estava gostoso, Gabriela Saporito saiu em defesa da sister, mas o clima já tinha azedado mais rápido que leite fora da geladeira. E Solange ainda soltou uma frase muito reta, dizendo que não se pode criticar uma coisa da qual se depende para comer.
Eu vou te falar uma coisa, esse tipo de treta rende porque parece pequena, mas pega num ponto muito humano, convivência, esforço e ego. Ninguém surta por causa de um grão, surta pelo acúmulo, pelo tom, pela plateia e pelo fato de estar todo mundo vivendo como primo brigado em almoço de domingo televisionado. Tô fazendo a unha entre uma notícia e outra e já te digo, no BBB, o feijão nunca é só o feijão.