Sem filtro, sem ensaio e sem frase de efeito. Mel Maia começou 2026 fazendo o que pouca gente tem coragem de fazer em voz alta. Nomeou a dor. E colocou o luto no centro da conversa.
Aos 21 anos, a atriz publicou um desabafo direto nas redes sociais pouco mais de um mês após a morte da mãe, Débora Maia, encontrada morta em casa, na Barra da Tijuca, no dia 28 de novembro, aos 53 anos. Não houve espetáculo. Houve posicionamento.
Na legenda de fotos do Réveillon, Mel escreveu que sua maior conquista em 2025 foi “simplesmente sobreviver”. A frase corta. Não pede empatia fácil. Ela informa o estado emocional de uma jovem atriz que atravessou o ano no modo resistência.
Em um país que cobra produtividade até da dor, Mel faz o caminho inverso. Diz que estar de pé já é vitória. E isso muda o tom da conversa.
O texto também reforça o valor da família e dos amigos como rede real de sustentação. Nada de discurso motivacional embalado. O recado é claro. No fim do dia, são essas pessoas que ficam para ouvir, segurar, sustentar.

É uma fala madura, dura e consciente. Não tem ingenuidade. Tem vivência forçada. “2026, seja gentil”. O pedido final é curto e estratégico. Um apelo direto ao novo ano. Gentileza. Não sucesso, não fama, não metas grandiosas. Gentileza.
Quando alguém que cresceu sob os holofotes pede isso publicamente, o gesto deixa de ser pessoal. Vira espelho coletivo.
Conhecida desde criança e atualmente no elenco da série Os Donos do Jogo, Mel Maia vive agora um papel sem roteiro, sem diretor e sem pausa. A vida real, onde não existe take dois.