Eu estava aqui em Sintra, já preparando meu almoço, quando chegou a notícia. Larguei tudo na bancada e fui atrás do telefone. Silvia Braz entrou para o BoF 500 Class of 2026. Minha filha, aí eu preciso ligar. Estou tentando falar com ela para dar os parabéns porque isso aqui é grande. Grande mesmo.
Para quem olha moda só pela primeira fila e pelo vestido bonito, vou traduzir. O BoF 500, criado pelo The Business of Fashion, reúne profissionais e personalidades que exercem influência sobre a indústria global da moda. Tem designer, executivo, empreendedor, gente de mídia, varejo, modelo e nomes da economia criativa. Silvia acaba de colocar o nome brasileiro nessa roda.

E eu conheço bem essa história de olhar para uma influenciadora e achar que existem apenas celular, roupa emprestada e milhões de seguidores. Não comigo. Eu quero saber o que existe atrás da foto. E os números de Silvia explicam bastante: são aproximadamente 2,2 milhões de seguidores no Instagram, uma equipe no Brasil e uma operação que atravessa conteúdo, moda, beleza, luxo e estratégia de marca.
Há cerca de 15 anos, quando esse mercado ainda estava descobrindo até como chamar quem trabalhava com influência digital, Silvia começou com um blog pessoal. Formada em Direito, seguiu outro caminho e transformou a própria audiência em profissão e, depois, em negócio. É aí que a conversa fica interessante para esta colunista que gosta de luxo, mas gosta ainda mais de saber quem paga a conta.
Segundo as informações divulgadas por sua equipe, Silvia acumulou cerca de 50 parcerias de marca ao longo da trajetória. Tiffany & Co., da qual é Friend of the House, Valentino, Gucci, Prada, La Roche Posay e Audi aparecem na lista. No Brasil, estão Arezzo, Eudora, Riachuelo, Hope e BTG. Isso já passou faz tempo da fase da publi entre um café e outro. Existe uma operação comercial construída em torno do nome Silvia Braz.
A circulação internacional também virou parte desse patrimônio profissional. Silvia tornou-se presença recorrente nas semanas de moda de Nova York, Milão e Paris, além de eventos como Cannes e Veneza. Em 2026, esteve em diferentes momentos da temporada internacional acompanhando apresentações de marcas como Gucci, Prada, Balenciaga e Valentino. No YouTube, ainda levou esse universo para a série The Braz, mostrando bastidores de temporadas, viagens e experiências profissionais.
“Receber esse reconhecimento do BoF tem um significado muito especial para mim”, declarou Silvia ao anunciar a entrada na lista. Ela falou ainda sobre a responsabilidade de representar o Brasil internacionalmente e sobre estar ao lado de profissionais que admira e acompanha há anos.

Meu almoço aqui em Sintra pode esperar mais cinco minutos. Estou tentando ligar para Silvia para dar os parabéns porque, no mercado da influência, muita gente consegue atenção. Pouca gente consegue transformar atenção em carreira, carreira em negócio e negócio em reconhecimento internacional. Entrar no BoF 500 é o tipo de telefonema que merece até deixar a comida esfriar.