Gente, eu estava no salão, cabelo ainda preso na chapinha, quando chegou a notícia que fez a minha tarde. A 11ª temporada do Shark Tank Brasil, o maior reality de empreendedorismo do país, ganhou acesso antecipado no canal oficial do programa no YouTube a partir de 21 de setembro, com episódios inéditos toda segunda e quinta, às 21h. No Sony Channel, a estreia fica para 09 de outubro, com capítulo novo todas as sextas.
Presta atenção no que essa data significa, porque isso não é generosidade, é estratégia. Colocar o produto de graça no YouTube antes da TV paga é ir buscar exatamente o público que sonha em abrir negócio e não assina canal fechado. A TV vira a segunda janela, o YouTube vira a vitrine, e quem paga assinatura assiste depois de todo mundo já ter comentado no grupo.

O elenco fixo de investidores segue com Carol Paiffer, Semenzato, Monique Evelle e Sergio Zimerman, a minha turma titular do tanque. A novidade é o sistema de revezamento com Sharks convidados, aquele recasting que a Faria Lima adora fingir que não notou. Nesta temporada entram Marcus Buaiz, Renata Vichi e Deiverson Migliatti, cada um com uma régua diferente na hora de dizer “estou fora”.
E esse rodízio muda o jogo mais do que parece. Cada tubarão convidado traz o próprio setor, o próprio bolso e a própria mania na hora de negociar, então o empreendedor que ensaiou o pitch para agradar um perfil pode dar de cara com outro completamente diferente. É casting de novela aplicado a capital de risco, minha filha.
Os números explicam por que o formato virou franquia estimada no mundo inteiro. Nas dez edições anteriores, o programa recebeu mais de 20 mil inscrições de empreendedores de todas as regiões do Brasil e mais de 550 pitches chegaram à frente dos Sharks. A marca nasceu do reality japonês “Dragons’ Den”, criado pela Nippon TV, é distribuída pela Sony Pictures Television e já foi adaptada em mais de 50 territórios, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Austrália, Vietnã e México.