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Kátia Flávia
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Shaking The Bar: reality de coquetelaria disputa R$ 500 mil na Sony

Doze bartenders entram numa competição que exige drinque impecável e planilha fechada, com meio milhão em jogo e a Tanqueray bancando a festa, porque no capitalismo até o gin quer ROI.

Kátia Flávia

06/08/2026 16h45

Facundo Guerra comanda a segunda temporada de Shaking The Bar, reality que une coquetelaria e empreendedorismo. - Divulgação: Sony Channel

Facundo Guerra comanda a segunda temporada de Shaking The Bar, reality que une coquetelaria e empreendedorismo. – Divulgação: Sony Channel

Eu estava em Ibiza me arrumando para a noite, taça na mão, quando me avisaram que estreou a segunda temporada de “Shaking The Bar” no YouTube do Sony Channel. Larguei o batom. Reality que junta coquetelaria com empreendedorismo é exatamente o tipo de programa feito para gente como eu, que bebe olhando a margem de lucro do bar.

O comando é de Facundo Guerra, um dos empresários mais influentes da noite paulistana, o Rei da Balada com CNPJ, que agora senta na cadeira de quem julga sonho alheio. Ao lado dele, os jurados Alê D’Agostino e Mia Rossi, referências em coquetelaria, a dupla que decide quem sabe fazer drinque e quem só sabe fazer story.

A temporada acompanha doze bartenders disputando a chance de transformar talento em negócio. E aqui está o pulo do gato dessa produção. Não basta criar um drinque memorável, meus amores. Os participantes enfrentam desafios de habilidade financeira e operacional, conhecimento de investimento, gestão e capacidade de assumir risco e enxergar oportunidade. Ou seja, o rapaz precisa saber mexer coqueteleira e ler fluxo de caixa na mesma noite. É o Shark Tank de avental.

O prêmio são R$ 500 mil e a chance de abrir o bar próprio. Meio milhão! Em um país onde bar quebra em seis meses, isso é capital semente disfarçado de troféu. E quem banca a farra é a Tanqueray, marca de gin da Diageo, líder mundial em bebidas premium, que descobriu o segredo mais barato do marketing: patrocinar o programa onde o produto dela vai ser manuseado por doze profissionais durante uma temporada inteira. Genial.

A produção é uma coprodução da Sony Pictures Television com a Save the Queen, e o Sony Channel tem currículo para isso, já que a casa exibe as versões locais de Shark Tank no Brasil, na Colômbia e no México. O canal alcança mais de 55 milhões de lares em mais de 18 países da região. Não é experimento, é linha de montagem de formato que já provou dar audiência.

Anota o horário. Episódios novos toda segunda-feira, às 22h, no Sony Channel, e nas quintas-feiras, a partir das 12h, no canal do YouTube. Eu vou assistir com gin na mão e caderninho do lado, porque se algum desses doze souber mesmo calcular custo de insumo, eu quero saber o nome antes dos fundos.

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