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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Serra Dourada vira vitrine da MotoGP 2026 no Brasil

O Complexo Serra Dourada vai sediar a FanFest oficial do Grande Prêmio do Brasil de MotoGP 2026, em Goiânia, entre 20 e 22 de março. Eu, de máscara de pepino no hotel em Milão, já senti o cheiro de projeto que quer sair do estacionamento e entrar de salto no mapa dos grandes eventos.

Kátia Flávia

19/03/2026 17h00

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O complexo recebe a único evento oficial da categoria com transmissões das corridas ao vivo e shows com grandes nomes da música brasileira. (Foto: Divulgação)

Acabei de parar a fofoca aqui em Milão, no meio de uma unha e um gole de uísque energético, porque isso aqui tem cara de movimento grande. O Serra Dourada foi escolhido para receber a FanFest oficial da MotoGP 2026 no Brasil, com transmissão ao vivo das corridas, estrutura de apoio para o público e uma programação musical que quer transformar Goiânia em point de corrida, show e circulação de marca. Não estamos falando de puxadinho, estamos falando de operação pensada para virar vitrine.

O complexo quer se vender como hub internacional, com acesso estratégico ao Autódromo Ayrton Senna, estacionamento amplo, áreas VIP, lounges, camarotes e setores variados para públicos diferentes. A proposta é funcionar como ponto de encontro para quem vai ao autódromo e também como arena principal para quem prefere acompanhar tudo dali, em telões, com conforto e after party no pacote. Traduzindo do corporativês para a língua da vida real, eles querem segurar o fã antes, durante e depois da corrida, o que é a parte mais esperta dessa história.

E tem um ingrediente que o povo do entretenimento entende na hora, ninguém monta essa estrutura toda só para fazer figuração. A FanFest vem acompanhada de shows com Pedro Sampaio, Matuê, Dubdogz, Cat Dealers, Matheus e Kauan, Paralamas do Sucesso, Raimundos, DJ Liu, Capital Inicial, Tihuana e Biquíni. Ou seja, a pista corre de um lado e o palco trabalha do outro, num modelo que mistura esporte, festival e experiência premium, aquela combinação que faz patrocinador abrir o sorriso e consumidor abrir a carteira.

No meio disso tudo, ainda joga luz sobre a entrada de marcas como Urbs, Unimed, Linq, Super Frango e Boa, tentando mostrar musculatura comercial para o projeto. Eu sempre digo, e digo mesmo de cabelo preso para não estragar o mega hair novo em Milão, evento grande de verdade não quer só plateia, quer selo de credibilidade, foto cheia e marca querendo posar de parceira estratégica. O Serra Dourada claramente quer deixar de ser apenas endereço conhecido de Goiânia para virar nome recorrente no circuito dos megaeventos.

No fim das contas, a MotoGP ganhou uma fanfest, Goiânia ganhou um pretexto ótimo para se vender ao Brasil inteiro e o Serra Dourada ganhou a chance de trocar o discurso de promessa pelo teste mais cruel de todos, o da entrega. Porque falar bonito em release até estagiário com café frio consegue, meu amor. Quero ver é segurar fã, trânsito, show, transmissão e expectativa sem deixar o glamour estacionado do lado de fora.

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