Eu estava na orla de Bari com o celular apontado pro mar Adriático achando que estava sendo artística, quando chegou a notícia do Sony World Photography Awards 2026 e eu guardei o telefone imediatamente porque claramente não tenho competência pra esse assunto. O maior prêmio de fotografia do mundo anunciou seus vencedores nesta quinta-feira, e o Brasil entrou na lista com seis fotógrafos entre finalistas e destaques, numa edição que recebeu 430 mil imagens de mais de 200 países. Quatrocentas e trinta mil imagens, gente.
O título máximo de Fotógrafa do Ano ficou com a mexicana Citlali Fabián, pela série que retrata mulheres indígenas de Oaxaca, um trabalho belíssimo que vai para a Somerset House em Londres numa exposição que roda o mundo. Entre os brasileiros, André Tezza conquistou o segundo lugar na categoria Profissional de Arquitetura e Design, e Daniela Balestrin foi finalista em Projetos de Documentário. No Concurso Aberto, Ramatis Haywanon da Costa e Francisco Lima Saraiva foram finalistas em Arquitetura, enquanto Camila de Medeiros Fantinel e Andre Magarao entraram na lista de Estilo de Vida.
A leitura que faço daqui da Puglia é que o Brasil nunca para de produzir talento visual, mesmo quando o país inteiro parece distraído com outras coisas. Seis fotógrafos em categorias diferentes, num concurso que é o Oscar da fotografia mundial, sem campanha, sem hype, sem Reels explicando a conquista. Chegaram, clicaram, foram finalistas.



Kátia registra com orgulho, vai tentar aprender a usar o modo retrato do iPhone e avisa: André Tezza, Daniela, Ramatis, Francisco, Camila e Andre, vocês mereciam muito mais barulho do que estão recebendo. Esse barulho começa aqui.