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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Salles expõe racha na direita e diz que Tarcísio barrou nome do PL por medo de Valdemar

Em entrevista ao IronTalks, Ricardo Salles atacou a articulação por André do Prado ao Senado e resgatou o passado de Tarcísio no DNIT. E Kátia Flávia ouviu tudo na costureira, em Niterói, quase espetando a própria cintura.

Kátia Flávia

09/05/2026 11h46

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Ricardo Salles atacou o apoio de Eduardo Bolsonaro a André do Prado, presidente da Alesp e aliado de Valdemar Costa Neto (Foto: Google Imagens)

Kátia Flávia estava em Niterói, minha filha, dentro de uma costureira finíssima, decidindo se o vestido do evento pedia fenda, brilho ou ambulância, quando o celular começou a berrar com um corte de Ricardo Salles no IronTalks, apresentado pelo Dr. Felipe Sestaro. Eu, fofoqueira de quinta categoria assumida e com carteirinha, parei a prova na hora. Até porque Salles, além de fazer barraco político com gosto de novela ruim, é um pitel de paletó, convenhamos.

No papo, Salles disse que Tarcísio de Freitas conhece bem a turma do PL desde os tempos do DNIT, no governo Dilma Rousseff. Segundo ele, o hoje governador de São Paulo teria resistido a se filiar ao partido justamente por saber o que o grupo ligado a Valdemar Costa Neto fazia no Ministério dos Transportes. A fala veio com aquele tempero de quem não está só dando entrevista, está jogando uma travessa inteira de farofa no ventilador.

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Salles em sua entrevista ao podcast IronTalks (foto: Google Imagens)

O veneno maior apareceu quando Salles mirou a escolha de André do Prado para disputar o Senado por São Paulo. Ele tratou o presidente da Alesp como nome do “centrão valdemarista” e questionou a coerência da direita em apoiar um aliado de Valdemar para uma vaga tão estratégica. Kátia, que já viu socialite trocar ideologia por camarote com pulseira vip, reconhece uma incoerência política de longe.

Salles ainda afirmou que Bolsonaro preferia Mello Araújo para a disputa e que a articulação por André do Prado teria passado por cima dessa vontade. Depois, soltou que ouviu rumores sobre suposto pagamento para viabilizar apoio, mas disse esperar que a história não fosse verdadeira. Aqui, minha filha, a coluna pisa de salto fino: é fala dele, é rumor citado por ele, e não prova apresentada no podcast.

O resultado é um racha servido quente entre bolsonaristas, tarcisistas, centrão e a turma que adora gritar pureza ideológica até aparecer uma cadeira no Senado. No fim, Salles transformou uma entrevista em sapatada política, e Kátia saiu da costureira com o vestido inacabado, mas com a pauta pronta. Porque se tem Tarcísio, Valdemar, Bolsonaro e PL no mesmo babado, nem bainha dupla segura.

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