Estou aqui na Costa Amalfitana com a brisa do Tirreno no rosto quando minha fonte no Ministério do Turismo me liga para contar que o Salão do Turismo, criado em 2003 e realizado historicamente em São Paulo, vai acontecer pela primeira vez no Nordeste. Fortaleza, Centro de Eventos do Ceará, 7 a 9 de maio, entrada gratuita para o público. Vinte e três anos depois, o maior evento do setor brasileiro finalmente olha para o país inteiro.
O que o evento entrega na prática: toda a cadeia produtiva do turismo reunida num só lugar, com operadoras, agentes de viagens, investidores e empreendedores gerando negócios e conexões. Além dos estandes por estado, o Salão inclui painéis e oficinas sobre qualificação profissional, sustentabilidade e regionalização. E tem um detalhe que me chamou atenção: o Armazém da Agricultura Familiar, que seleciona até 15 empreendimentos de produtores de todo o Brasil para expor e comercializar alimentos e bebidas. As inscrições para agricultores vão até 8 de abril.
Minha leitura pirua é que tirar o Salão do Turismo de São Paulo depois de mais de duas décadas é uma decisão política e cultural ao mesmo tempo. O Nordeste recebe mais de 30% dos turistas domésticos do Brasil, tem praias, patrimônio, gastronomia e artesanato que figuram em qualquer lista internacional de destinos, e nunca tinha sido a sede do evento que deveria, exatamente, promover tudo isso.
Aqui da Costa Amalfitana, onde o turismo é levado com a seriedade de uma política de estado, eu olho pro mar e penso: Fortaleza em maio, com o Nordeste inteiro como vitrine, é exatamente o tipo de decisão que muda narrativa. Quem puder ir, vai.