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Kátia Flávia
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Ruivinha de Marte estreia na Privacy e lucra com conteúdo de pés

Ruivinha de Marte anunciou a entrada na Privacy com foco em conteúdo voltado a um nicho específico que já movimenta comunidades na internet. Com 29 milhões de seguidores, a influenciadora amplia a monetização da própria imagem e entra de vez na creator economy com humor e estratégia.

Kátia Flávia

06/03/2026 14h30

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A influenciadora comentou que tem lucrado bastante na plataforma 18+ com fotos e vídeos relacionados dos seus pés (Foto: Reprodução Instagram @Ruivinha de Marte)

Meus fofoqueiros de elite, eu precisei pausar tudo aqui porque esse babado tem aquele perfume delicioso de internet que começou como piada, virou nicho, depois virou negócio e agora já está com cara de case de mercado digital com salto alto, ring light e boleto pago. Ruivinha de Marte, que reúne mais de 29 milhões de seguidores e já vinha chamando atenção por sua presença nas redes, anunciou a estreia na Privacy com um recorte bem específico de conteúdo, fotos e vídeos relacionados aos pés. Eu tive que sentar para processar porque o feed brasileiro realmente trabalha em regime de criatividade máxima.

A novidade foi apresentada como mais um passo da influenciadora na expansão da atuação dela no universo digital. Segundo o material divulgado, a ex-Fazenda 14 vai usar a plataforma para compartilhar materiais exclusivos com os fãs, entrando numa lógica que já é velha conhecida da nova economia da internet, a do criador que transforma atenção em assinatura, curiosidade em recorrência e nicho em fonte de renda. Meu amor, isso aqui tem mais cara de roteiro de série sobre bastidor de influencer do que muita produção cara por aí.

O ponto que mais atiçou a curiosidade do povo foi justamente o foco escolhido. Entre os conteúdos planejados, estão publicações ligadas aos pés da influenciadora, um tema que movimenta comunidades específicas online e que, há tempos, circula como um dos nichos mais lucrativos desse mercado de assinatura. E ela mesma entrou na brincadeira com uma frase que tem toda a energia de quem entendeu o jogo antes de muita gente: “Sim, meu pé está famoso. Vocês julgaram e agora ele tem trabalho fixo”. Eu não tenho estrutura para influencer que transforma meme corporal em unidade produtiva da economia digital.

O release ainda tenta colocar essa movimentação dentro de um cenário maior, e aí eu confesso que até a minha alma de perua de camarote respeita o raciocínio. A entrada de Ruivinha na Privacy acompanha um movimento crescente de influenciadores que procuram novas formas de monetizar a relação direta com a audiência. Plataformas por assinatura vêm abrindo espaço para conteúdos de nicho, especialmente aqueles que reúnem comunidades muito engajadas e fãs dispostos a pagar por acesso exclusivo. Traduzindo para o idioma do meu grupo de WhatsApp de fofoqueiro profissional, a internet descobriu que quase tudo pode virar produto, desde que exista público, curiosidade e uma boa estratégia de posicionamento.

O texto também puxa um exemplo internacional para reforçar que esse mercado deixou de ser excentricidade de canto de internet e virou tendência concreta. A cantora Lily Allen é citada como alguém que afirmou ter obtido ganhos mais expressivos com fotos dos próprios pés em plataforma de assinatura do que com reproduções musicais em streaming tradicional. É aquela informação que faz qualquer pessoa largar o café no pires e olhar para o teto por alguns segundos, porque a economia criativa definitivamente decidiu brincar fora do roteiro clássico.

No caso brasileiro, a aposta conversa com o avanço da creator economy e com o fortalecimento dessa relação direta entre influenciador e comunidade. Ruivinha, que também tem investido na carreira de fisiculturista, amplia agora a presença online por um caminho que mistura persona, nicho e monetização. Tem o alcance gigantesco de quem já nasce com engajamento alto, tem a curiosidade natural que esse tipo de conteúdo desperta e tem o componente de conversa social que ajuda a espalhar o assunto com velocidade de fofoca boa em corredor de camarote.

Eu vou te falar, meu bem, esse é o tipo de notícia que parece ter saído de um laboratório montado por reality show, marketing digital e algoritmo com senso de humor duvidoso. Mas faz sentido dentro do mercado atual. Ruivinha pega uma base enorme de seguidores, identifica um nicho que já existe, entra na plataforma certa e transforma esse interesse em operação comercial. O povo ri, comenta, compartilha, julga e clica, que é justamente o combustível mais precioso desse ecossistema.

E tem um detalhe que deixa tudo ainda mais saboroso para mim, Kátia Flávia, observadora oficial dos delírios rentáveis da internet. Enquanto muita gente ainda trata esse tipo de conteúdo com cara de espanto de novela das oito, a máquina digital já está em outro estágio, calculando assinatura, fidelização, comunidade e renda recorrente. Ruivinha entendeu o espírito da coisa e botou o pezinho, com perdão do trocadilho safado, num terreno que mistura curiosidade pública e ambição de negócio. Resultado: saiu de ex-Fazenda com milhões de seguidores para personagem perfeita de um capítulo em que a fama ganha nova embalagem, novo nicho e nova fatura.

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