Eu, Kátia Flávia, confesso que adoro um capítulo corporativo bem escrito. E esse veio com casting de respeito. A Royal Face, líder em harmonização facial e corporal no Brasil, anunciou Claudia Abreu como nova CEO. Nada de entrada tímida. É troca de comando com roteiro claro, data definida e discurso alinhado.
A posse acontece neste mês . Claudia chega com mais de 20 anos de experiência em beleza, varejo e franquias, em um grupo que soma mais de 250 unidades e ultrapassa a marca de 2 milhões de procedimentos realizados. Traduzindo do economês para o meu idioma. É empresa grande, operação sensível e decisão estratégica.
O currículo da nova CEO é daqueles que fazem conselho endireitar a postura na cadeira. Claudia passou por Mundo Verde, atuou em grupos globais como L’Oréal e Estée Lauder, liderou projetos para marcas como Natura e O Boticário e construiu carreira focada em expansão omnichannel, estratégia de crescimento e gestão orientada por dados. Aqui não tem improviso nem cargo decorativo.
Ela assume com a missão de aprofundar o vínculo da marca com os clientes, fortalecer o relacionamento com franqueados e impulsionar a expansão da rede em unidades e vendas. Eu ouvi essa parte e pensei. É liderança com planilha aberta e olho no salão, no consultório e no caixa.
A chegada foi celebrada por João Doria Neto, que destacou o avanço da agenda estratégica da empresa, e por executivos ligados à SMZTO, grupo ao qual a Royal Face pertence. Nos bastidores, a leitura é clara. Governança mais afiada, gestão mais integrada e operação preparada para escalar.
Outro ponto que chamou minha atenção foi o discurso interno. Claudia falou de inteligência comercial, inovação e experiência do cliente como pilares do próximo ciclo. Eu traduzo assim. Menos ruído, mais processo, decisão com base em informação concreta.
A Royal Face também fez questão de reconhecer o trabalho do antecessor, André Alves, que liderou uma fase de estruturação e expansão após a entrada da SMZTO. Troca de comando sem clima de corte abrupto. Isso, no mundo corporativo, diz muito.
No meu radar de colunista curiosa, esse movimento sinaliza maturidade de marca. Quando a empresa cresce, o comando muda de patamar. A Royal Face escolheu uma executiva com perfil técnico, histórico consistente e discurso alinhado ao tamanho que a rede já tem. Não tem escândalo, não tem drama, mas tem impacto real. E, convenhamos, poder também mora nessas decisões que parecem discretas e mudam o jogo por dentro.