Craque Neto detonou Ronaldo Fenômeno após o ex-atacante levar a taça da Copa do Mundo para Donald Trump tocar antes da final entre Argentina e Espanha. Para o apresentador, o gesto foi desnecessário e incompatível com a grandeza do pentacampeão.
Eu estava fechando o saco de lixo da cozinha, depois da operação suco de melancia, quando vi o corte do Neto e tive que apoiar a mão na bancada. Porque ele não veio com crítica de leve. Veio com a sola da chuteira levantada e endereço certo.

“Aí vai lá de uma maneira idiota, imbecil no meu ponto de vista”, disse o apresentador no Os Donos da Bola. “Pega a taça e bota para o Trump passar a mão, pô. Coisa de gente que não precisa”, continuou, antes de afirmar que Ronaldo “não precisava fazer essa besteira, essa coisa idiota”.
A cena aconteceu antes da decisão da Copa do Mundo, nos Estados Unidos. Ronaldo estava no camarote ao lado de Gianni Infantino, presidente da Fifa, e participou da cerimônia que colocou o troféu nas mãos de Trump. O Fenômeno também havia aparecido no espetáculo de Madonna no intervalo da partida.
Eu amarrei o saco com mais força do que o necessário, porque o problema, para Neto, não era apenas a taça. Ele aproveitou o momento para cobrar Ronaldo por não criticar a campanha do Brasil e os dirigentes da CBF, mesmo já tendo manifestado interesse em presidir a entidade.
“Quando o Ronaldo Fenômeno deu um pau na seleção brasileira da vergonha que a gente teve?”, questionou. Neto listou Samir Xaud, Carlo Ancelotti, a comissão técnica e a própria CBF antes de concluir que o ex-jogador “sempre faz média com todo mundo”.

A crítica, claro, veio carregada do estilo Neto de jogar a porta contra a parede e perguntar depois quem estava do outro lado. Ele acusou Ronaldo de evitar embates com figuras poderosas do futebol internacional, citando Infantino, dirigentes e a arbitragem.
Dei uma última olhada na pia antes de sair da cozinha e só consegui pensar que Ronaldo encostou a taça em Trump, mas Neto transformou o gesto em troféu de indignação ao vivo. Quando o assunto é Seleção Brasileira, ele não aceita meio-termo, cerimônia ou verniz diplomático.