Rodrigo Simas deu uma entrevista ao Jornal Extra e contou que tem enfrentado crises existenciais profundas após assumir o papel principal em “Prazer, Hamlet”, peça que volta em cartaz em maio, envolvendo os questionamentos existenciais de Shakespeare. O ator confessou que as indagações do espetáculo são as mesmas que faz para si próprio depois de uma fase de crise.
“Eu resumo as questões deste meu momento à idade, à crise dos 30. Desde os 27 passo por uma transformação, por questionamentos de quem eu sou, para onde eu quero ir, o que está acontecendo comigo. Apesar disso, eu não trocaria o atual período por outro, quando era um jovem achando que tudo era oba-oba. Acho que o amadurecimento traz isso. Tem sido positivo pra mim”, disse ele.
Rodrigo também compartilhou que iniciar na terapia durante a pandemia o ajudou muito. “Na terapia, a gente começa a olhar mais para dentro. Sou uma pessoa que me preocupo muito emocionalmente com o próximo. De repente eu me vejo ensaiando uma peça em que eu estou sozinho em cena, me questionando e olhando para os fantasmas, exatamente o que estava se passando comigo”, relatou.