Anota, Brasil, porque eu senti o cheiro de retorno de novela a quilômetros de distância. Rodrigo Phavanello está oficialmente de volta à TV, confirmado em Ben-Hur, nova superprodução bíblica da Record, e eu já vejo o burburinho se formando no camarim, no grupo de elenco e na fila do café do estúdio. Galã que some e volta sempre rende conversa, meu bem.
Eu, Kátia Flávia, adoro esse tipo de retorno com roteiro épico e personagem cheio de testosterona histórica. Rodrigo vai viver Vinicius, oficial romano da marinha, sujeito experiente, viajado, postura de quem entra no ambiente e muda o clima. Presunçoso, audacioso, leal a Roma, rígido com escravos e exibido diante das mulheres. Ou seja, um prato cheio pra quem gosta de personagem que provoca reação do público, do amor ao ranço em dois capítulos.

O detalhe que eu mais amo comentar é o timing. Enquanto muita gente fica implorando personagem, Rodrigo chega com agenda cheia. Janeiro terminou com gravação de longa-metragem nacional em Minas Gerais, tudo no sigilo que deixa curiosidade no ar. Logo depois, malas prontas, desembarque no Rio e início das gravações de Ben-Hur, marcando a volta oficial à teledramaturgia. O roteiro da vida real dele anda acelerado, do jeito que o algoritmo gosta.
E não para por aí, porque galã inquieto nunca vive de uma coisa só. Recentemente, Rodrigo apareceu em Mahinga, produção internacional exibida na África, depois de passar nove meses morando fora, gravando em Angola, Portugal e Moçambique. Eu acho chiquérrimo esse currículo com carimbo no passaporte, dá aquele ar de ator vivido que produtor adora vender em entrevista.

No teatro, ele segue rodando o país com a comédia romântica Casa, Comida e Alma Lavada, ao lado de Bianca Rinaldi. A peça chega em Campo Grande, depois passeia por Brasília, Goiânia, Rio Verde, Salvador, Recife, Garanhuns, Petrolina e Mogi das Cruzes. Agenda cheia, mala sempre pronta e aquele clima de bastidor que mistura elogio, cansaço e fofoca de camarim.
Eu observo tudo e penso. Rodrigo Phavanello voltou ao radar do público do jeito clássico, com novela bíblica, personagem forte, turnê teatral e currículo internacional pra jogar na mesa. É o tipo de movimento que faz o povo pesquisar nome no Google, comentar no Twitter e perguntar se vem aí nova fase do galã.