Gente, para tudo porque até Rodrigo Hilbert já olhou para a própria vida e pensou: “o que eu estou fazendo aqui?”. E não estamos falando de uma segunda-feira ruim, não. O apresentador contou a Fernanda Lima que viveu um período pesado enquanto ainda trabalhava como ator em novelas da Globo.
A revelação aconteceu no podcast Zen Vergonha, durante uma conversa entre os dois sobre família, comida e memória. Hilbert contou que, depois de dez anos fazendo novelas, enfrentou crises de pânico e depressão. O negócio apertou de verdade quando ele sofreu um apagão enquanto dirigia.

Foi aí que Rodrigo percebeu que alguma coisa precisava mudar. Segundo ele, veio uma palpitação no peito e a certeza de que não estava feliz com o que fazia. Procurou Fernanda e pediu ajuda. A resposta dela foi simples: por que não fazer aquilo de que ele realmente gostava? Cozinhar.
E olha a virada. Rodrigo gravou uma receita dentro de casa e começou o caminho que o levaria ao Tempero de Família, programa que comandou por dez anos. A cozinha, que fazia parte da infância dele em Orleans, Santa Catarina, deixou de ser apenas memória afetiva e virou profissão.

Hilbert também lembrou de uma infância bem diferente da imagem de galã que o Brasil conheceu depois. Contou que, em casa, havia momentos de escassez e que um único bife precisava ser dividido entre cinco pessoas. Aos 12 anos, começou a trabalhar na ferraria do avô e juntava R$ 15 no fim de semana para comprar seu x-salada com maionese.
Pois é, minha filha. Antes do galã que cozinha, constrói, apresenta e ainda deixa metade da internet perguntando onde foi que errou, existiu um menino embaixo da mesa ouvindo mãe, tias e avó trocarem receitas. No fim das contas, foi justamente ali que Rodrigo Hilbert encontrou o caminho de volta quando a vida resolveu sair dos trilhos.