Minhas queridas, esqueçam por alguns minutos o line-up. O Rock in Rio 2026 resolveu mostrar quem também ocupa lugar VIP nessa festa: as marcas. E eu, que não resisto a um camarote corporativo bem frequentado, já aviso que tem muita empresa querendo aparecer nessa foto.
Segundo Ana Deccache, diretora de Marketing do Rock in Rio e do The Town, são 90 marcas parceiras somente em 2026, responsáveis por mais de 8 mil horas de experiências de marca durante os sete dias de festival. A conta ainda inclui mais de 1 milhão de brindes. É praticamente um open bar de ativação publicitária.

A prévia foi apresentada nesta semana durante uma coletiva para imprensa e influenciadores. Por lá, as empresas mostraram parte do que pretendem levar para a Cidade do Rock, incluindo estandes, experiências, brindes e produtos licenciados.
E licenciamento, meu amor, virou assunto de gente grande. De acordo com Patricia Donato, da Angra Marcas, agência parceira da operação, serão 400 produtos licenciados, distribuídos em 12 categorias, com mais de 70 milhões de unidades de produtos com a marca Rock in Rio.
Itaú e Volkswagen também apareceram entre os parceiros apresentados no encontro. Rodrigo Montesano e Lívia Kinoshita falaram sobre o que as duas marcas preparam para o festival.
Eu traduzo do corporativês: o Rock in Rio deixou há muito tempo de vender apenas ingresso, música e aquela foto suada diante do Palco Mundo. O festival virou uma gigantesca plataforma comercial onde marcas disputam atenção, experiência e, principalmente, alguns minutos preciosos na memória do consumidor.



E existe estratégia nisso. Depois de mais de quatro décadas, o Rock in Rio mantém as marcas como parte central de seu modelo de negócios e amplia a cada edição o espaço dedicado às ativações comerciais.
No capitalismo do entretenimento, minhas queridas, até o brinde quer ser headliner.