Eu, Kátia Flávia, cheguei achando que seria só coletiva e saí com roteiro de superprodução. O Rock in Rio confirmou Foo Fighters como headliner do dia 4 de setembro, em apresentação exclusiva no Brasil, e aproveitou o encontro para abrir o jogo sobre a edição de 2026.
A confirmação veio no meio de uma ação chamada Fábrica de Sonhos, um backstage cênico que mostrou como o festival nasce por dentro. Teve música ao vivo, dança, figurino, orquestra, coreografia e aquela sensação de que o evento gosta de se apresentar antes mesmo de abrir os portões. A Cidade do Rock apareceu com mapa atualizado e promessa de novas áreas ainda em sigilo.

Além do Palco Mundo com os Foo Fighters no centro do palco, o festival anunciou o New Dance Order com Fatboy Slim como atração principal no dia 7 de setembro. A pista ganha cenografia inédita e uma proposta artística repaginada, do jeito que a noite gosta.

A área de gastronomia também entrou em cena. A Gourmet Square terá curadoria assinada pelo chef Pedro Siqueira, nome reconhecido internacionalmente, e promete levar o público a um passeio culinário que conversa com o clima do festival. Eu observei gente anotando mais do que em reunião de pauta importante.

O encontro apresentou ainda a dimensão do projeto. Aproximadamente 32 mil pessoas envolvidas no processo de construção do evento, uma estrutura que mistura criação artística, planejamento técnico e espetáculo audiovisual de cinema. Teve câmera robô, telão de LED de 40 por 5 metros e linguagem de show que já funciona como trailer do que vem por aí.

O Roberto Medina apareceu como maestro dessa ópera pop, reforçando a ideia de que o Rock in Rio gosta de contar sua própria história antes do público chegar. Eu anotei tudo com olhar treinado. O festival avisou com antecedência que vem grande, vem barulhento e vem com apetite de headline internacional.

Agora é contagem regressiva. E eu sigo de olho, porque quando o Rock in Rio começa a se explicar demais, costuma entregar ainda mais.