Poltrona reclinada, colar de pérola torto, voando de volta para o Rio depois de uma temporada que meu fígado ainda vai processar. O celular acendeu com nome de Medina na tela e eu quase acordei a cabine inteira de tanto que gritei. Voltar para casa com notícia na mão é outro nível de aterrissagem.
O Rock in Rio estreou na sexta, no Instagram oficial, a websérie “ECCO, a jornada do som”, dividida em quatro episódios. A produção abre os bastidores do ECCO by Lightwire, novo espetáculo imersivo do festival, criado em parceria com a LightWire e com patrocínio oficial da Vale. A câmera acompanha tudo, dos primeiros ensaios em Cotia, no interior de São Paulo, até a montagem na Cidade do Rock.

O primeiro episódio entrega o conceito, que puxa a linha que o festival já vinha costurando com o Amazônia Live e coloca a floresta no centro da conversa. Os seguintes mostram a criação de figurinos, cenários e tecnologias, a construção de uma arena imersiva em 360 graus dentro da Cidade do Rock e o ensaio geral antes da estreia para o público. Ou seja, o Rock in Rio abriu o porão para o Brasil espiar.
E o porão é caro. O ECCO nasceu na Fábrica de Sonhos do festival e junta luz, som, tecnologia, dança, aromas e natureza numa experiência sensorial, com cinco apresentações por dia na Cidade do Rock. Tem bailarino, coreografia milimétrica, trilha original em surround, projeção mapeada, holografia e áudio imersivo.

Agora a parte que essa perua aqui anotou com caneta dourada: o figurino. São peças tecnológicas em LED e fibra ótica, com destaque para o PixelWear, que tem mais de 1.500 pixels de LED controlados um por um, e para o NewDress, feito com 1.000 metros de fibra óptica iluminados por LED. Eu passei a temporada inteira em festa europeia achando que já tinha visto vestido caro. Chego em casa e descubro que o vestido do meu país tem endereço de IP.