Rita Guedes revelou uma história pessoal que, segundo ela, nunca havia contado publicamente. A atriz, hoje com 54 anos, relatou nas redes sociais que enfrentou um grave problema no pé durante a infância e que teria evitado uma cirurgia depois que o pai pediu ajuda a Chico Xavier.
Eu já estava na academia do Leblon, presa naquela máquina de alongamento que parece ter sido inventada por alguém com mágoa da humanidade, quando chegou o vídeo da Rita Guedes. Parei no meio do exercício, com uma perna para cada lado e zero dignidade, porque a frase era forte demais: “meu corpo começou a desentortar”. Minha filha, nem personal gritando “força” compete com Chico Xavier entrando na pauta.

Rita contou que tinha entre cinco e seis anos quando começou a sentir dores intensas na sola do pé. O incômodo era tão forte que ela não conseguia apoiar o pé inteiro no chão e passou a mancar. Com o tempo, segundo a atriz, uma das pernas começou a afinar, o corpo mudou e ela ficou “torta”, porque uma perna parecia mais curta do que a outra.
Durante cerca de dois anos, a atriz passou por consultas, tratamentos, internação, fisioterapia, medicamentos e injeções na planta do pé. Mesmo assim, os médicos não conseguiam chegar a um diagnóstico. A situação continuava piorando, até que um ortopedista alemão teria sugerido abrir o pé para tentar descobrir o que estava acontecendo, sem garantir resultado.
É aí que a história ganha aquele contorno que arrepia até quem diz que não acredita em nada. Preocupado, o pai de Rita Guedes ligou para Chico Xavier, de quem já havia sido próximo por participar de um grupo jovem ligado ao médium em Uberaba. Segundo a atriz, Chico orientou a família a colocar uma jarra de água em casa e reunir pessoas de fé para fazer orações, pedindo que a espiritualidade depositasse ali o remédio da cura.
Rita afirma que, cerca de um mês depois, as dores desapareceram. Nos meses seguintes, ainda segundo ela, parou de mancar e começou a recuperar naturalmente os movimentos.
“Meu corpo sozinho, sem fisioterapia, sem tratamento nenhum, sem remédio, sem nada, começou a desentortar.”
Eu, que estava tentando apenas encostar a mão no pé sem humilhação pública, fiquei olhando para a tela pensando: tem relato que a gente não explica, só respeita. Não é receita médica, não é promessa de cura, não é manual de cabeceira. É a experiência pessoal de uma mulher contando uma memória que marcou a vida dela.
No fim do vídeo, Rita Guedes deixou uma mensagem sobre fé e aconselhou os seguidores a deixarem um copo de água na mesa de cabeceira e fazerem um pedido de cura.

“Lá em cima é onde todos os milagres existem.”
A história é daquelas que dividem opiniões, mas também ajudam a entender por que Chico Xavier continua ocupando um lugar tão forte no imaginário brasileiro. Para Rita Guedes, a ligação do pai, as orações e a água marcaram uma mudança definitiva em sua infância. E, convenhamos, quando alguém compartilha uma experiência tão íntima para explicar como acredita ter recuperado a própria saúde, a primeira atitude é ouvir com respeito.