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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Rio faz história, humilha o mundo e entrega o maior Réveillon do planeta em uma noite que parou o Brasil

Com 5 milhões de pessoas, drones no céu e um show de tirar o fôlego, Copacabana transforma a virada em espetáculo mundial

Kátia Flávia

02/01/2026 9h00

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A festa da virada teve show inédito com 1200 drones e espetáculo pirotécnico emocionante de 12 minutos com fogos disparados de 19 balsas distribuídas pela orla de Copacabana. Foto: Rafael Fifito.

Meninas, eu acordei feliz. Feliz real. Daquelas felicidades que a gente sente antes mesmo de abrir o olho direito, sabe? Com o corpo ainda cansado, o cabelo meio amassado, mas o coração leve, pleno, satisfeito. Porque o que foi esse Réveillon… meu Deus do céu. Eu ainda estou em estado de graça.

Acordei com aquela sensação deliciosa de quem fez a escolha certa. De quem viveu o que tinha que viver. De quem não trocaria aquele momento por nada. As minhas amigas do Cosme Velho então, nem se fala. Todas eufóricas, saltitantes, piruérimas, felizes como crianças depois de um dia inteiro na praia. E eu ali, igualzinha, tentando processar tudo que tinha acontecido.

Aí sim, depois, lá no meio do café, me bateu aquele pensamento distante. “Nossa, eu quase fui pra Dubai.” Quase. Porque convite teve. E teve também Nova York no radar. Mas vamos combinar? Dubai é lindo, é chique, mas não significa nada pra mim. Falta alma. Falta calor ( oi?, sim calor espiritual) . Falta esse caos delicioso que só o Rio sabe entregar. E quando o Dudu Paes fez aquele convite, eu já sabia. Era aqui que eu tinha que estar.

E olha… ainda bem que fiquei. Ainda bem mesmo.

Dancei, ri, abracei gente que eu nem conhecia, cantei, vibrei, me emocionei. Foi uma daquelas noites que a gente não quer que acabem nunca. Só fui perceber que tinha perdido um brinco quando já estava indo embora, com o pé cheio de areia e o coração transbordando. Mas tudo bem, né? A mãe depois acha outro. O importante é que eu vivi.

Porque esse Réveillon não foi só uma festa. Foi uma experiência. Foi um presente. Foi o tipo de noite que a gente guarda e pensa: eu estava lá. E ainda bem que estava.

eu estou em êxtase. Juro. Ainda meio descabelada, com glitter na alma e areia até na memória, porque o que foi esse Réveillon do Rio não tem explicação racional. Foi coisa de cinema, de final de novela das nove, de cena que o mundo inteiro olha e pensa “é, o Brasil sabe fazer isso como ninguém”.

O Rio simplesmente acordou e decidiu entregar tudo. Absolutamente tudo. Foram mais de cinco milhões de pessoas espalhadas pela orla, uma multidão que parecia não ter fim, uma energia que atravessava o corpo e um espetáculo que deixou qualquer outro réveillon do planeta parecendo ensaio.

Copacabana virou um palco gigante. No céu, 1.200 drones desenhando o Cristo, o Pão de Açúcar e até um rosto humano sorrindo para o novo ano. No mar, 19 balsas lançando fogos sincronizados, com cores, formas e uma trilha sonora que arrepiava até quem estava vendo pela TV. Doze minutos de pura catarse coletiva.

E o som, minha gente. O som. Gilberto Gil dividindo palco com Ney Matogrosso, num encontro histórico. Belo trazendo Alcione e fazendo a areia cantar em coro. João Gomes levantando a multidão. Iza brilhando como sempre. Alok transformando a praia numa pista de dança gigante, com luz, fogo e aquele impacto visual que só ele sabe fazer.

Foram 13 palcos espalhados pela cidade, do samba ao gospel, do pop ao eletrônico, com festa em todos os cantos. Do Leme a Paquetá, do Centro à Zona Oeste. Teve diversidade, teve inclusão, teve acessibilidade, teve emoção. Teve o Rio sendo o Rio em sua melhor versão.

E não foi só festa, não. Foi organização, foi espetáculo, foi grandiosidade. O Guinness reconheceu, o mundo assistiu, e o Brasil mostrou que quando quer, entrega o maior réveillon do planeta sem esforço nenhum.

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