Eu amo um retorno triunfal. E eu amo um retorno triunfal com rodinha premium, porque o glamour também merece logística. Pois a RIMOWA decidiu fazer aquela entrada de novela e trouxe o Lucas Pinheiro, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Inverno, desembarcando em São Paulo como quem diz cheguei, venci, e ainda trouxe a mala que vale um rim. Rimowa, inclusive. A marca foi direta no recado. Chegou o campeão, chegaram duas peças icônicas, e o aeroporto virou passarela.
A cena é isso aqui. Lucas aparece com duas malas que fazem o look virar pauta, mesmo se a pessoa estiver de moletom e cara de jet lag. De um lado, a RIMOWA Classic Cabin na cor prata, por R$ 10.200. Do outro, a RIMOWA Hybrid Check-In L na cor Sky Blue, por R$ 9.000. Eu olho esses valores e já penso na frase clássica de mãe brasileira. Menino, segura essa mala como se fosse um bebê.

O texto da marca vem com aquele verniz chique que eu adoro implicar. Fala de alumínio anodizado, alças em couro, herança, engenharia de ponta, durabilidade. Tudo certo, tudo bonito. Só que a parte divertida é a submensagem. A RIMOWA quer colar no atleta o tipo de imagem que dá vontade de viajar só para postar o carrinho de bagagem. E o Lucas funciona como símbolo perfeito. Ouro no peito, mala no braço, e um Brasil inteiro fingindo que compra isso parcelado sem sofrer.

O que eu leio por trás dessa ação. O luxo quer ocupar o lugar de troféu também. Você ganhou medalha, você merece a mala que chega antes de você na esteira, com postura e autoestima. Eu respeito. Só acho que, com esse preço, a mala tinha que vir com um assessor de imprensa dentro, dando bom dia e segurando o microfone.
E pronto. Está lançada a temporada do aeroporto como tapete vermelho. Hoje é Lucas Pinheiro e suas rodinhas milionárias. Amanhã, alguém aparece com uma nécessaire que custa um aluguel em Moema e a internet se ajoelha do mesmo jeito.