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Kátia Flávia
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Rico Melquiades admite vício em remédios e expõe bastidor que ninguém queria ver

O influenciador abre o jogo, fala de vergonha, dependência e pede socorro em público, com clima de capítulo tenso das nove.

Kátia Flávia

22/01/2026 10h00

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O influenciador usou as redes sociais para falar sobre a dependência de medicamentos. Foto: reprodução/Instagram/Eunivan

Eu juro que li essa notícia com a mão no peito e a outra segurando o copo de suco de Laranja Lima da Pérsia, fiquei em silêncio por dois segundos. Dois segundos só, depois o assunto virou novela pesada, daquelas que mudam o tom da trilha sonora.

O protagonista da vez é Rico Melquiades, que resolveu parar o espetáculo, puxar a cortina e contar algo que muita gente finge que não existe. Ele confessou vício em remédios, sem glamour, sem filtro bonito, sem frase pronta para salvar print. Falou de vergonha, cansaço e de como aquilo que começou para aliviar dor e ansiedade virou uma prisão.

Eu, Kátia Flávia, já batizei essa fase como A queda do príncipe das pílulas. Dramático? Óbvio. Mas combina com a gravidade do roteiro. Rico contou que o uso afetou corpo, mente e a forma como ele se enxerga. Disse que não aguenta mais viver preso a isso e que decidiu dar o primeiro passo. Não foi discurso motivacional de coach de Instagram, foi desabafo cru, daquele que deixa o público desconfortável porque escancara algo real demais.

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Rico está disposto a se tratar e disse que sente vergonha da situação. Foto: reprodução/Instagram

O que me chama atenção é o contraste com o personagem que o público conhece. O mesmo Rico que sempre falou sem pudor de cirurgias, procedimentos, mudanças no corpo e tretas virtuais, agora aparece vulnerável, cansado e pedindo atenção para um problema que muita gente esconde atrás de receita médica e sorriso ensaiado.

Na minha cabeça, isso virou novela das nove com alerta piscando na tela. Remédio vicia, sim. Influencer também sofre, sim. Dinheiro, seguidor e fama não blindam ninguém contra dependência. Quem acha que esse enredo só existe em periferia ou clínica distante está vivendo em outro canal.

Rico disse que quer se libertar, mesmo sabendo que o caminho é difícil. Eu não vou romantizar, nem dourar a pílula, porque esse tipo de história pede menos glitter e mais responsabilidade. Mas registro aqui, com meu exagero controlado, que expor esse tipo de batalha em praça pública tem peso, tem risco e pode ajudar alguém que está lendo escondido no celular.

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